Na manhã do dia 11 de setembro de 2001, o mundo foi tomado pelas notícias de um atentado terrorista sem precedentes, quando um avião colidiu contra uma das torres do World Trade Center, em Nova York (EUA). Minutos depois, outro avião colidiu contra a segunda torre do conjunto conhecido como Torres Gêmeas.
Na mesma manhã, um avião foi lançado contra o Pentágono e outro acabou caindo após os passageiros resistirem contra os terroristas. O fato gerou uma forte mudança no panorama geopolítico global, dando início à Guerra ao Terror, que resultou na invasão do Afeganistão (2001-2021) e do Iraque (2003-2011), além da morte do líder do grupo terrorista, Osama bin Laden, em 2011.
Para além das guerras, a aviação mundial se encontrava numa momento de busca por mais segurança. As medidas derivadas desse período estão até hoje presentes nas vidas dos viajantes. Relembre a seguir como foram os atentados e o que mudou na aviação em decorrência destes atos terroristas.
Os atentados
Na manhã de 11 de setembro de 2001, 19 terroristas do grupo Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais nos Estados Unidos. O primeiro a decolar foi o voo 11 da American Airlines, um Boeing 767 que partiu de Boston com destino a Los Angeles às 7h59. A bordo estavam 92 pessoas (76 passageiros, 11 tripulantes e 5 sequestradores), quando, às 8h46, a aeronave colidiu contra a Torre Norte do World Trade Center, em Manhattan, Nova York.
Às 9h03, o voo 175 da United Airlines, também um Boeing 767 que havia decolado de Boston, atingiu a Torre Sul do World Trade Center. O impacto e o subsequente colapso das duas torres de 110 andares mataram milhares de pessoas que estavam nos edifícios, além das 65 pessoas a bordo (51 passageiros, nove tripulantes e cinco sequestradores) do voo 175.
O terceiro avião, o voo 77 da American Airlines, um Boeing 757 que partira de Washington, foi lançado contra o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA, em Arlington, na Virgínia, às 9h37. Todas as 64 pessoas a bordo morreram, assim como 125 pessoas que estavam no solo.
O quarto avião, o voo 93 da United Airlines, decolou de Newark, em Nova Jersey, com destino a São Francisco. Após os passageiros e tripulantes se rebelarem contra os sequestradores, a aeronave caiu em um campo próximo a Shanksville, na Pensilvânia, às 10h03. As 44 pessoas a bordo morreram, entre elas, os quatro sequestradores. No total, os ataques mataram 2.977 pessoas (a bordo e no solo), sem contar os 19 sequestradores.
'América está sob ataque'
O então presidente George W. Bush estava em um evento, em uma sala de aula na Flórida, quando o chefe de gabinete da Casa Branca, Andy Card, aproximou-se e sussurrou em seu ouvido: "Um segundo avião atingiu a segunda torre. A América está sob ataque". Bush permaneceu sentado por vários minutos, aparentemente buscando projetar calma diante das crianças, antes de ser retirado às pressas e levado para o avião presidencial Air Force One (Força Aérea Um).
Nos minutos seguintes, a aeronave voou em rotas não divulgadas, voando entre bases militares, enquanto o presidente recebia informações sobre a situação. Paralelamente, a aeronave E-4B Doomsday Plane, conhecida como o avião do Juízo Final, centro de comando aerotransportado projetado para sobreviver a um ataque nuclear, foi ativado e permaneceu em alerta, garantindo a continuidade do governo caso a situação se agravasse.
A FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA) tomou uma decisão sem precedentes, ordenando o fechamento total do espaço aéreo norte-americano. Naquele momento, milhares de aeronaves estavam em voo. A ordem era clara: todos os aviões comerciais deveriam pousar no aeroporto mais próximo o mais rápido possível, e nenhuma aeronave civil poderia decolar.
Voos internacionais que já haviam partido com destino aos EUA foram instruídos a retornar ou desviar para outros aeroportos, enquanto os domésticos que ainda estavam em solo tiveram suas decolagens proibidas. Em cerca de 2h30min, os controladores de voo conseguiram fazer milhares de aviões pousarem, esvaziando completamente o espaço aéreo do país.
Em meio à paralisação geral, uma exceção foi autorizada: um voo civil que transportava um fígado para transplante, destinado a uma menina de 6 meses no Texas. A FAA concedeu permissão especial para que a aeronave decolasse de San Diego, sob a condição de ser escoltada por dois caças militares, segundo a publicação Business Insider.
O que mudou?
Os atentados mudaram profundamente a forma de voar desde então. Diversas novas medidas de segurança foram implementadas para diminuir ao máximo o risco de que outros aviões pudessem ser sequestrados.
As homenagens às vítimas dos atentados encontram-se em diversos locais dos EUA. Em Nova York, o Memorial e Museu Nacional do 11 de Setembro, localizado no Marco Zero (local onde ficava o World Trade Center) recebe visitantes do mundo todo e abriga duas grandes piscinas construídas nas áreas onde ficavam as Torres Gêmeas, com os nomes de todas as vítimas gravados em suas bordas.
A tradicional instalação "Tribute in Light" projeta dois feixes de luz verticais no céu de Manhattan a cada aniversário, simbolizando as torres destruídas.
A American Airlines mantém em sua academia de treinamento, localizada em Forth Worth, no Texas, um jardim memorial em homenagem aos 17 tripulantes que perderam a vida nos atentados naquele dia, sendo quatro pilotos e 13 comissários de bordo. Eles estavam a bordo dos voos 11 (que atingiu a Torre Norte do World Trade Center) e 77 (que colidiu contra o Pentágono).
Ali estão placas alusivas com os nomes dos funcionários que morreram.
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