O dólar fechou em alta ante o real, cotado nesta segunda-feira (10) a R$ 5,111. Já a Bolsa de Valores teve um pregão de baixa para o Ibovespa, em sessão influenciada pela alta do petróleo, projeções do setor financeiro para juros no Brasil e pelos balanços, com destaque para a Embraer.
O que aconteceu
Dólar abre semana em alta ante real. A moeda dos Estados Unidos firmou tendência de alta ao longo do dia, fechando cotada no comercial para a venda a R$ 5,111, variação de 0,53% ante o fechamento de sexta-feira.
A moeda americana oscilou entre R$ 5,097 e R$ 5,13 na semana passada. O mercado foi influenciado pela decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que reduziu a taxa básica de juros Selic de 14,25% para 14% ao ano, no quarto corte seguido.
O Boletim Focus trouxe as primeiras projeções de mercado após corte da Selic. A pesquisa semanal do Banco Central com uma centena de agentes do setor financeiro mostrou que a taxa básica de juros ainda deve cair 0,25 ponto percentual neste ano, para 13,75% ao ano, com a redução sinalizada para a reunião de setembro. Analistas reduziram, pela sexta semana consecutiva, a projeção para o IPCA, a inflação oficial do Brasil.
O Ibovespa passou a recuar após abrir em alta. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil recuou 0,19%, marcando 172.179 pontos na sessão de hoje. O indicador vem de queda de 3% na semana passada, após recuar 1,73% na sexta-feira, a 172.513 pontos.
O Ibovespa perdeu força ao longo da última semana e apresentou forte movimento de realização nos dois últimos pregões. O movimento de baixa foi puxado pelos setores de bancos e óleo e gás, a partir da expectativa dos investidores de perda de dinâmica desses setores nos próximos trimestres, na contramão do alívio vindo do exterior a partir da divulgação, nos EUA, de dados mais fracos do payroll.Victor Penna e Wesley Bernabé, analistas do BB Investimentos
Na Bolsa, investidores reagem ainda aos balanços de algumas companhias. Além da Embraer, que divulgou dados antes da abertura dos negócios de hoje, Natura, Banco do Brasil, BTG, JBS e Suzano são destaques da semana.
No exterior, as bolsas foram influenciadas pela alta do petróleo. Na Ásia, o Japão puxou os ganhos após o desempenho positivo de Wall Street no fim da semana passada. Na Europa, os índices encerraram as sessões com tendência mista.
Petróleo teve alta firme nesta segunda-feira. O contrato futuro com entrega em outubro do barril do tipo Brent, referência internacional da commodity, subiu 4,99%, cotado a US$ 87,72. Já o petróleo WTI (referência nos EUA) para setembro fechou em alta de 5,05%, a US$ 82,13 o barril.
A crescente atenção ao ciclo eleitoral de 2026 e o ritmo de cortes do Banco Central tendem a elevar a volatilidade nos mercados brasileiros nos próximos meses.Álvaro Maia, economista na StoneX
As ações da Embraer tiveram lucro 25,1% maior no segundo trimestre. A companhia lucrou R$ 1,11 bilhão no segundo trimestre, com receita líquida de R$ 11,34 bilhões no trimestre, alta de 10,4% em um ano e aumento da margem Ebitda. Papéis da Embraer subiam 2,02% na B3, a R$ 94,39 no fim da tarde.
Fabricante de aeronaves elevou suas projeções (guidance) para indicadores financeiros. Para a margem Ebitda ajustada, a empresa passou a projetar um indicador entre 10% e 10,6% em 2026, contra faixa anterior de 8,7% a 9,3%. O fluxo de caixa esperado no ano dobrou para US$ 400 milhões ou mais.
Brava encerrou acordo de acionistas em meio à troca de controle. A empresa de energia anunciou a rescisão do acordo de acionistas firmado em 2025, encerrando regras que exigiam voto conjunto, alinhamento prévio em decisões estratégicas e condições específicas para transferência de ações. A medida ocorre durante o processo de aquisição do controle da companhia pela Ecopetrol. As ações da Brava subiam 1,31%, a R$ 18,51, no fim da tarde.
CSN recebeu propostas para unidade de cimento. O processo está em linha com o cronograma estipulado para o processo competitivo para a venda integral de sua subsidiária, sem citar os potenciais compradores, disse a empresa em comunicado hoje. As ações do grupo recuavam 1,75% no fim da tarde, a R$ 4,49.
Tegma Logística comprou 70% da Transcopa por R$ 99,4 milhões. A aquisição foi realizada pela controlada Tegma Cargas Especiais. A compra avalia a empresa em R$ 142 milhões, valor livre de dívidas líquidas. A aquisição da participação indicada será à vista. Na B3, as ações da Tegma subiam 0,57% no fim da tarde, a R$ 33,67.
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