A Movida, empresa de locação de veículos, gestão e terceirização de frotas e venda de seminovos, aprovou aumento de capital de até R$ 152.480.184,15, informou a companhia em seu balanço. Ela lucrou R$ 135,6 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 100,6%.
Destaques do trimestre
A operação de capital previu a emissão de até 22.929.351 ações ordinárias a R$ 6,65 por ação. O conselho aprovou a medida em 30 de julho de 2026. A companhia também confirmou o pagamento de R$ 255 milhões em juros sobre capital próprio brutos em 11 de setembro de 2026.
Melhorias na performance operacional e financeira e na qualidade do serviço ao cliente pautaram o avanço do lucro, segundo a companhia. A margem líquida ficou em 3,6%, alta de 1,8 ponto percentual em um ano.
Receita líquida chegou a R$ 3,77 bilhões, alta de 2,4% em um ano. A companhia atribuiu o resultado ao aumento da tarifa de RAC, ao maior yield de GTF e ao crescimento do volume de diárias.
O Ebitda (indicador que mede a geração de caixa) somou R$ 1,69 bilhão, aumento de 22,3% em um ano. A margem Ebitda atingiu 44,8%, avanço de 7,3 pontos percentuais.
O Ebit alcançou R$ 1,02 bilhão no trimestre, alta de 29,3% em um ano. As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 420,9 milhões, aumento de 13,9% na comparação anual.
O Capex (indicador de investimento da empresa) líquido total atingiu R$ 2,41 bilhões, alta de 108,5% em um ano. Segundo a companhia, o investimento refletiu a renovação da frota. No RAC, também incluiu o crescimento da frota para a sazonalidade do terceiro trimestre, enquanto no GTF contemplou novos contratos implantados no período.
A despesa financeira líquida foi de R$ 845,6 milhões, aumento de 21,8% em um ano. A companhia atribuiu a variação principalmente ao aumento de 7,4% da dívida bruta e à redução de 13,2% das receitas financeiras associada ao saldo médio de caixa e à sua rentabilidade.
A dívida líquida fechou o trimestre em R$ 17,22 bilhões. A relação entre dívida líquida e Ebitda usada no cálculo dos covenants ficou em 2,66 vezes, ante 2,65 vezes no trimestre anterior.
No primeiro semestre, a Movida lucrou R$ 260,2 milhões, alta de 78,1% em um ano. A receita líquida acumulada somou R$ 7,55 bilhões, crescimento de 4,1% na comparação anual.
O que diz a Movida
A companhia afirmou que sua estratégia seguiu orientada a atender à demanda do RAC. Segundo a Movida, essa orientação levou à venda de 19.414 veículos em Seminovos, com receita líquida de venda de ativos de R$ 1,47 bilhão. A margem Ebitda do segmento permaneceu em 1%.
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