A gigante do setor de petróleo saudita Aramco anunciou nesta terça-feira (3) um aumento de 34,6% em seu lucro líquido durante o terceiro trimestre, em um contexto de guerra no Oriente Médio, que provoca a disparada dos preços do petróleo, e enquanto a infraestrutura energética do reino sofre ataques constantes.
Os houthis do Iêmen, combatentes apoiados pelo Irã, bombardeiam com frequência petroleiros, oleodutos, instalações de armazenamento e refinarias sauditas desde que as hostilidades entre as duas partes foram retomadas em julho.
O reino também enfrenta os bloqueios que os houthis e o Irã implementaram contra o tráfego pelos estreitos estratégicos de Bab el-Mandeb e Ormuz, o que complica suas exportações.
Apesar dos problemas, a Aramco, principal marca da economia saudita e uma das empresas de maior valor de mercado do mundo, viu seu lucro disparar durante o terceiro trimestre graças, em grande parte, aos preços do petróleo, que permanecem em níveis elevados.
A empresa informou que seu lucro líquido alcançou 135,9 bilhões de riais (36,2 bilhões de dólares, 197 bilhões de reais), contra 101 bilhões de riais no mesmo período do ano anterior.
As grandes empresas de energia em todo o mundo registraram altas expressivas do lucro devido às interrupções no fornecimento de petróleo e gás no Oriente Médio, o que impulsionou as margens de refino e os preços.
No entanto, o CEO da Aramco advertiu que o conflito continuava afetando gravemente a segurança energética.
"A incerteza geopolítica e os ataques contra instalações energéticas cruciais continuaram agravando a crise mundial de fornecimento de energia no terceiro trimestre de 2026, com graves implicações para a segurança energética global", afirmou o CEO Amin H. Nasser.
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