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UOL Economia há 89 d • Qui, 06 Ago 2026 17:04:39 -0300

Dólar cai a R$ 5,11, e Bolsa recua após balanços, como o do Bradesco

Dólar cai a R$ 5,11, e Bolsa recua após balanços, como o do Bradesco

O dólar fechou em baixa nesta quinta-feira, cotado a R$ 5,107, dia em que o mercado ajusta posições à decisão do Banco Central de cortar a taxa básica de juros após encontro do Copom (Comitê de Política Monetária) ontem à noite. Na Bolsa, o índice de ações Ibovespa teve pregão de queda, com investidores reagindo ainda à divulgação de balanços, com Bradesco, Riachuelo e Petrobras no radar.

Dólar teve sessão de baixa. Com viés de queda desde o início da sessão, a moeda americana fechou cotada no comercial para a venda a R$ 5,107, variação negativa de 0,41% em relação ao fechamento de ontem, quando encerrou o dia praticamente estável. Na mínima, chegou a ser negociado a R$ 5,09.

Ibovespa tem segundo pregão de baixa. Recuando desde a abertura, o principal índice de ações da B3 cedeu 1,23%, marcando 175.546 pontos. Ontem, o indicador fechou praticamente de lado, com variação de queda de apenas 0,11%, em 177.696 pontos.

Mercado reage hoje a novo corte da taxa básica de juros pelo Banco Central. O Copom decidiu diminuir a Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, de 14,25% para 14% ao ano.

O Copom reconheceu uma desaceleração gradual da atividade econômica e uma melhora da dinâmica inflacionária de curto prazo, com desaceleração tanto da inflação cheia quanto das medidas subjacentes.Helena Veronese, economista-chefe B.Side Investimentos

Quarto corte seguido em igual magnitude, de 0,25 ponto percentual, era esperado por quase a totalidade dos agentes de mercado. Por isso, as atenções se voltam para os próximos passos do Banco Central. No comunicado, analistas apontaram que os diretores assumiram posição equilibrada, sem assumir compromissos de novos cortes, destacando que as próximas decisões vão depender dos dados econômicos.

O Copom deixou em aberto os próximos passos, mas a indicação de que o ciclo de calibração está indefinido nesse momento aponta para a continuidade dos cortes, no cenário atual de continuidade da desaceleração da inflação, que esperamos para os próximos meses, e atividade mais fraca, o que manterá as expectativas de mercado também com ajuste para baixo. Rafaela Vitoria, economista-chefe do Inter

A queda de juros influencia Bolsa brasileira hoje. Para analistas, o corte dos juros alivia o custo do crédito, o que anima o varejo às vésperas das festas de fim de ano. Entretanto, a Selic continua em patamar elevado, pesando sobre o endividamento das famílias e das empresas. Esse cenário continua prejudicando as vendas e apertando as margens de lucro do setor corporativo, apontam analistas.

Eu chamo a atenção para a gente começar a ficar de olho no risco para a outra ponta. O risco de ter uma recessão no ano que vem. Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos

Os investidores reagem ainda à temporada de balanços. Entre os destaques do dia estão os resultados do Bradesco, segundo maior banco do país, que ontem divulgou seu balanço após fechamento dos mercados. Hoje, após encerramento da B3, é a Petrobras que atrai as atenções.

O mercado teve uma sessão negativa, com quedas espalhadas pelos setores. Entre os principais destaques de baixa aparecem consumo (ICON), que cedia cerca de 1,67%, materiais básicos (IMAT), com queda de 1,61%, e financeiro (IFNC), em recuo de 1,36%. A única exceção veio do setor de petróleo e gás, refletindo a valorização do petróleo no mercado internacional hoje. Eduardo Rahal, analista-chefe da Levante

A cotação do barril do petróleo subiu. O contrato futuro do tipo Brent, referência internacional para o combustível, subiu 3,83%, a US$ 82,49. Já o petróleo WTI (referência nos EUA) para setembro fechou em alta de 2,75%, a US$ 77,29 o barril. A commodity ficou mais cara após a divulgação de um esboço do acordo que seria firmado entre Irã e Omã para administrar o Estreito de Ormuz. Segundo a agência iraniana de notícias Fars, o documento proíbe a navegação de navios dos EUA, Israel e "países hostis", e fixa multa de 20% sobre embarcações que violem as novas regras.

Petrobras divulga balanço após o fechamento dos mercados. Petroleira, cujas ações PN e ON representam 12% do Ibovespa, tem lucro líquido esperado na casa de US$ 8 bilhões no segundo trimestre, prevê relatório da XP Investimentos. Se confirmado, o valor vai representar um avanço de 70% em relação ao resultado apurado no mesmo período do ano passado (US$ 4,7 bilhões). Produção da companhia cresceu 14,4% no 2º trimestre de 2026. No final da tarde, as ações PN subiam 0,64%, a R$ 42,20.

As ações do Bradesco recuaram após balanço. O banco teve lucro líquido de R$ 7,05 bilhões no segundo trimestre, entregando rentabilidade maior, de 16,2%, ante 14,6% um ano antes. A carteira de crédito cresceu 11,6%, mas as despesas para devedores duvidosos, que refletem custos para cobrir calotes, aumentaram 22,6% na base anual, para R$ 10 bilhões. Na Bolsa, as ações PN (preferenciais a dividendos) recuavam 1,83% a R$ 17,72 no final da tarde.

Lucro da Riachuelo cresceu 36,2%. A varejista de moda com operação industrial têxtil e serviços financeiros, incluindo cartões e empréstimos, lucrou R$ 167,9 milhões no segundo trimestre de 2026. Segundo a companhia, o benefício fiscal sobre juros sobre capital próprio contribuiu para o resultado. No operacional, a receita líquida cresceu 3,3% a R$ 2,69 bilhões. Na Bolsa, as ações da empresa subiam 2,57% no fim da tarde, a R$ 7,97.

Axia lucrou R$ 1,6 bilhão no 2º tri, alta de 9,5% no ano. A empresa de energia antes chamada Eletrobras, o Ebitda ajustado (indicador que mede a geração de caixa) somou R$ 6,31 bilhões, avanço de 22,4% em um ano. Já a dívida líquida caiu 1,3%, para R$ 45,46 bilhões. Na B3, a ação da companhia cedia 0,43% no fim da tarde, para R$ 52,91.

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