A Aegea, grupo de saneamento que opera e gerencia concessões de água e esgoto, registrou prejuízo líquido de R$ 127 milhões no segundo trimestre, queda de 45,2% em relação a um ano antes, informou a companhia em seu balanço. A Aegea também aprovou e subscreveu, em 5 de agosto, aporte de capital de R$ 2,1 bilhões, após o segundo trimestre.
Destaques do trimestre
O prejuízo líquido foi de R$ 127 milhões no trimestre, ante prejuízo de R$ 231 milhões um ano antes. Este resultado exclui eventos extraordinários do trimestre.
O Ebitda recorrente (lucro operacional bruto) alcançou R$ 2,87 bilhões, crescimento de 45,7%. A companhia citou maior volume faturado, reajustes tarifários e redução de custos e despesas operacionais. A margem Ebitda ficou em 62,5%, alta de 13,4 pontos percentuais.
Receita líquida pro forma Ecossistema somou R$ 4,59 bilhões no segundo trimestre, alta de 14,4% em um ano. A companhia atribuiu o avanço ao maior volume faturado, aos reajustes tarifários e ao início de novas operações.
A dívida líquida pro forma chegou a R$ 51,13 bilhões ao fim de junho. A alavancagem, a relação entre a dívida e a geração de caixa, ficou em 4,33 vezes, ante 4,13 vezes no segundo trimestre de 2025. A companhia atribuiu a variação anual ao maior endividamento, à marcação a mercado de derivativos e a ajustes contábeis que afetaram o Ebitda dos últimos 12 meses.
O aporte de R$ 2,1 bilhões será integralizado em até cinco dias úteis. Segundo a companhia, os recursos tiveram o objetivo de reforçar a estrutura de capital e acelerar o processo de desalavancagem.
Comparativos reapresentados
A companhia reapresentou os resultados comparativos do segundo trimestre de 2025. Segundo a Aegea, a revisão envolveu reconhecimento de receitas, provisão para créditos de liquidação duvidosa, baixa de títulos, capitalização de juros de outorga e equivalência patrimonial.
No primeiro semestre, a receita líquida pro forma Ecossistema foi de R$ 9,23 bilhões, alta de 13,9%. O Ebitda recorrente atingiu R$ 5,85 bilhões, avanço de 55,1%, impulsionado por maior volume faturado, reajustes tarifários e redução de custos e despesas operacionais.
Os investimentos totais somaram R$ 3,81 bilhões no primeiro semestre, crescimento de 27,5%. O montante incluiu R$ 402 milhões em outorgas e R$ 3,41 bilhões em capex, indicador de investimento da empresa. Segundo a companhia, os projetos se concentraram na ampliação da cobertura de esgoto e no início de novas operações.
O que diz a Aegea
A administração afirmou que revisou o plano de investimentos para priorizar projetos ligados à expansão dos serviços e à geração de receita. "Também seguimos revisando o plano de investimentos, priorizando projetos diretamente relacionados à expansão dos serviços e à geração de receita, com redução de aproximadamente R$ 500 milhões prevista para 2026", afirmou a administração.
A companhia informou que seu plano de contingenciamento previa reduzir em R$ 1,25 bilhão o consumo anual de caixa. O plano compreendia redução de R$ 500 milhões em capex em 2026 e 2027 e contingenciamento anual de R$ 750 milhões em custos operacionais, dos quais R$ 352 milhões já haviam sido capturados.
Deixe seu comentário
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.