A Allos, plataforma de shopping centers com receitas de locação, registrou lucro líquido de R$ 340,8 milhões no segundo trimestre, alta de 11,8% em relação a um ano antes. A empresa também comunicou que concluiu até o fim de julho a venda integral do Shopping Curitiba por R$ 199,6 milhões, informou em seu balanço do segundo trimestre de 2026.
Destaques do trimestre
A venda do Shopping Curitiba teve cap rate de 9,6%. A companhia também informou a assinatura de uma promessa de compra e venda para adquirir 1,6% do Shopping Recife por R$ 42,0 milhões, sujeita a condições precedentes usuais.
Lucro líquido somou R$ 340,8 milhões no trimestre, alta de 11,88% em um ano. Este resultado exclui eventos extraordinários do trimestre. A companhia atribuiu o avanço às receitas de mídia e desenvolvimento imobiliário e aos ganhos de eficiência nas despesas.
Receita líquida alcançou R$ 732,3 milhões, crescimento de 11,57% em relação ao segundo trimestre de 2025. Segundo a companhia, as verticais de desenvolvimento imobiliário e mídia impulsionaram o resultado.
Despesas gerais e administrativas caíram 5,61%, para R$ 105,8 milhões. A companhia atribuiu a redução ao programa de eficiência organizacional implementado desde o terceiro trimestre de 2025, apesar do reajuste salarial aplicado em maio.
Ebitda ajustado chegou a R$ 525,4 milhões, alta de 10,44% em um ano. O crescimento da receita líquida e os ganhos de eficiência nas despesas contribuíram para o resultado, segundo a companhia.
Margem Ebitda ficou em 71,7%, queda de 0,73 ponto percentual em um ano. A companhia informou que o avanço da mídia afetou a margem, pois essa vertical tem rentabilidade menor que a operação de aluguel.
Vendas totais dos lojistas somaram R$ 10,47 bilhões, alta de 3,39%. Segundo a companhia, o resultado foi impactado pelo descasamento da Páscoa entre 2026 e 2025 e pelos jogos da Copa do Mundo Fifa.
Receita de mídia cresceu 84,51%, para R$ 83,4 milhões. A companhia associou o avanço a projetos multiplataforma da helloo durante a Copa do Mundo Fifa e à expansão da operação em aeroportos.
Nos seis primeiros meses de 2026, o lucro líquido somou R$ 639,6 milhões, alta de 10,41% em um ano. A receita líquida atingiu R$ 1,42 bilhão, crescimento de 11,05%.
O que diz a Allos
A administração citou juros elevados e incertezas no cenário econômico. "Tivemos um trimestre de bons resultados, com aceleração de receitas e avanço em rentabilidade, mesmo em um cenário de incertezas e de juros mantidos em patamares elevados, o que afeta a demanda e a capacidade de financiamento da economia brasileira", afirmaram os administradores.
A companhia reafirmou o guidance, a projeção que a empresa divulga ao mercado, para 2026. As projeções incluíram Ebitda entre R$ 2,17 bilhões e R$ 2,24 bilhões, capex (indicador de investimento da empresa) entre R$ 350,0 milhões e R$ 450,0 milhões e dividendos e juros sobre capital próprio entre R$ 0,27 e R$ 0,29 por ação por mês.
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