A Novo Nordisk, farmacêutica fabricante do Ozempic e focada em tratamentos para diabetes, obesidade e doenças sanguíneas e endócrinas, elevou as projeções para 2026 após o lucro operacional ajustado subir 34%, a US$ 4,6 bilhões (31,72 bilhões de coroas dinamarquesas) no terceiro trimestre, informou a companhia em balanço.
Destaques do trimestre
Lucro líquido ajustado: US$ 3,71 bilhões (25,6 bilhões de coroas dinamarquesas) (-12,3%)
Receita líquida: US$ 11,48 bilhões (79,2 bilhões de coroas dinamarquesas) (+5,6%)
Lucro operacional ajustado: US$ 4,6 bilhões (31,72 bilhões de coroas dinamarquesas) (+34%)
Ebitda (indicador que mede a geração de caixa): US$ 5,42 bilhões (37,38 bilhões de coroas dinamarquesas) (+18,9%)
Capex (indicador de investimento da empresa): US$ 1,92 bilhão (13,23 bilhões de coroas dinamarquesas) (-2,9%)
O lucro operacional ajustado alcançou US$ 4,6 bilhões, alta de 34%. O avanço refletiu as vendas de GLP-1 e uma base de comparação favorável, após cerca de US$ 1,3 bilhão em custos de transformação no terceiro trimestre de 2025. A variação cambial reduziu o indicador em US$ 229,1 milhões.
A receita líquida cresceu 5,6%, para US$ 11,48 bilhões. A companhia atribuiu a alta ao crescimento do volume da linha GLP-1 para obesidade, incluindo o Wegovy.
O lucro líquido caiu 12,3%, para US$ 3,71 bilhões. Este resultado exclui eventos extraordinários do trimestre. Com os efeitos não recorrentes, o lucro foi de US$ 2,43 bilhões, queda de 16,3%, impactado por US$ 1,26 bilhão em impairment, a baixa contábil do valor de um ativo que perdeu valor de mercado.
O Ebitda subiu 18,9%, para US$ 5,42 bilhões. Segundo a companhia, o crescimento foi impulsionado pelas vendas do portfólio de GLP-1.
O capex caiu 2,9%, para US$ 1,92 bilhão. Os investimentos foram destinados à capacidade de produção de IFA (ingrediente farmacêutico ativo) e ao envase de medicamentos injetáveis e orais.
O que diz a Novo Nordisk
A administração afirmou que o desempenho do trimestre superou suas expectativas e levou à elevação das projeções de vendas e lucro operacional ajustados para 2026. "Entregamos um terceiro trimestre mais forte do que o esperado", disse Mike Doustdar, presidente e CEO da Novo Nordisk. A companhia também destacou o avanço do pipeline de pesquisa e desenvolvimento e a preparação para lançar o CagriSema nos Estados Unidos no início de 2027, sujeito à aprovação regulatória.
Mudança na diretoria financeira
Karsten Munk Knudsen deixou o cargo de vice-presidente executivo e CFO até o fim de dezembro de 2026. A saída foi acordada mutuamente com a companhia. Luigi La Corte, ex-CFO da Galderma, foi nomeado para sucedê-lo.
Nos nove primeiros meses de 2026, a receita líquida totalizou US$ 36,9 bilhões (254,51 bilhões de coroas dinamarquesas), alta de 10,7%. O valor foi beneficiado pela reversão de provisão de US$ 3,89 bilhões (26,8 bilhões de coroas dinamarquesas) do programa US 340B no primeiro trimestre. Excluído esse efeito não recorrente, a receita ajustada somou US$ 33,02 bilhões (227,75 bilhões de coroas dinamarquesas), alta de 0,2%.
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