De olho na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que manteve o juro básico em 13,75% ao ano, veja quais são as melhores recomendações de alocação.
A autarquia manteve a taxa Selic diante do cenário de desconfiança do mercado com a trajetória elevada das contas públicas, principalmente após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi classificada por alguns integrantes do mercado como "a mais difícil" com o BC sob comando de Gabriel Galípolo.
Com a taxa Selic ainda em patamar restritivo, ativos de renda fixa são mais atrativos, segundo especialistas consultados pelo UOL.
Para o estrategista-chefe da Monte Bravo, Rai Chicoli, o mercado deve seguir de olho "na saúde" nas contas públicas. Com uma melhora no fiscal, Chicoli recomenda aumentar a alocação em CDI, como CDB, que renda a Selic com uma liquidez mais alta.
O Tesouro IPCA+, também conhecido como a Nota do Tesouro Nacional - Série B (NTN-B), serve como um investimento de proteção, visto que protege o investidor em um contexto de inflação mais elevada.
Na mesma linha, Arley Júnior, estrategista de investimentos do Santander, avalia que a classe DI, com investimentos mais conservadores e liquidez imediata, deve seguir atrativa, devido ao patamar ainda elevado da taxa Selic.
E a renda variável?
De acordo com Arthur de Almeida, diretor de Investimentos da Suno Consultoria, a depender do perfil do investidor, para quem tiver apetite a risco e uma visão de longuíssimo prazo, pode ser interessante olhar para títulos de renda fixa de longo prazo. Diante de cenário de juros ainda elevados, as ações devem seguir penalizadas, principalmente os segmentos mais cíclicos, como varejo e construção.
No entanto, para quem tem uma visão de longo prazo e paciência para a volatilidade do mercado, Almeida considera que as empresas com resultados sólidos recorrentes são uma boa opção para o investidor.
Empresas do setor financeiro, como os grandes bancos, além de companhias dos setores elétricos e de seguros nós acabamos privilegiando, por serem empresas com balanços sólidos. Arthur de Almeida, diretor de Investimentos da Suno Consultoria
Chicoli, da Monte Bravo, também recomenda diversificar os investimentos, como alocação offshore, em dólar, em títulos da dívida pública dos Estados Unidos de 10 anos, conhecidos como Treasuries de 10 anos, além das Tips de 10 anos, que seriam um equivalente às NTN-Bs norte-americanas.
Júnior, do Santander, corrobora o cenário traçado por Chicoli e avalia que investir em empresas sólidas do exterior é uma alternativa para descorrelacionar as alocações do risco doméstico.
A Bolsa brasileira e os fundos multimercados, segundo o estrategista, seguem como pontos de cautela.
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