O dólar subia 0,27%, cotado a R$ 5,042, enquanto a Bolsa brasileira operava em baixa de 0,08%, com o Ibovespa aos 206.335 pontos, por volta das 12h20 desta quinta-feira. Os investidores reagiam à aprovação no Senado do fim da escala 6x1. Na agenda econômica ainda, mercado acompanha indicadores de varejo no Brasil e nos Estados Unidos.
O que você precisa saber
Dólar opera em alta nesta quinta-feira. A moeda americana era cotada no comercial para venda a R$ 5,042 por volta das 12h20, variação de 0,27% ante fechamento de ontem, quando a divisa subiu 0,2%.
Moeda americana foi influenciada ontem por receio de aumento de juros nos Estados Unidos. A divulgação do índice de preços ao consumidor acima do esperado elevou apostas de agentes econômicos em alta dos juros pelo Fed (Federal Reserve), o Banco Central americano. Fator ainda mantém índices acionários americanos com viés negativo nesta manhã quinta-feira.
A queda do real ante o dólar teve um gatilho externo, na inflação americana, que empurrou para cima as taxas dos títulos do governo americano. Juros mais altos lá fora tiram dinheiro de emergentes e fortalecem o dólar. Enrico Cozzolino, CEO da Zermatt Partes
No ambiente doméstico, mercado repercute hoje impactos no setor corporativo da aprovação do fim da escala 6x1 no Senado. De um lado, defensores da mudança consideram fato uma conquista histórica da classe trabalhadora e custos com tratamento de saúde vão cair e a produtividade da economia vai crescer. Já os donos do capital dizem que haverá encarecimento da produção.
Redução de jornada tende a influenciar valor de empresas. Segundo especialistas, a redução da jornada de trabalho pode levar empresas a revisar escalas, controles de ponto e políticas de contratação, reduzindo riscos trabalhistas e aumentando a eficiência operacional, destaca Graziela Frati, especialista em direito societário e M&A.
Em M&A, isso é bem relevante porque o investidor avalia o Ebitda [medida de geração de caixa] projetado e a exposição trabalhista da empresa, juntamente com outros passivos e contingências. Uma operação mais eficiente da empresa e com riscos bem administrados pode ter melhores condições de negociação do valuation. Graziela Frati, especialista em direito societário e M&A
Indicadores do setor de varejo também entram no radar dos agentes econômicos. A Pesquisa Mensal de Comércio, apurada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), entra no radar dos investidores, que usam os dados para medir o ritmo da economia e ajustar apostas nos juros brasileiros. O volume de vendas no comércio varejista registrou variação de 0,1% frente a julho, na série com ajuste sazonal, após queda de 0,8% em julho de 2026. No ano, o varejo acumula alta de 1,7% e, nos últimos 12 meses, de 1,6%.
O volume de vendas do comércio varejista restrito avançou 0,1% em agosto, na série com ajuste sazonal, bem abaixo da mediana das projeções do mercado (+0,7%), e recuperou apenas uma fração da queda de 0,8% registrada em julho. O consumo de bens essenciais segue sustentado pela resiliência do mercado de trabalho e pelas medidas recentes de estímulo. O ritmo de expansão, porém, permanece moderado, e o varejo restrito já dá sinais de perda de fôlego. Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research
Ibovespa opera em baixa. O principal índice da Bolsa brasileira cedia 0,08% às 12h20, marcando 206.335 pontos. Ontem, o indicador encerrou ontem aos 206.505 pontos e volume financeiro foi de R$ 28 bilhões, na segunda queda seguida.
Na Bolsa, mercado analisa impactos em setores com fim da escala 6x1. Para analistas, no varejo, por exemplo, a mudança pode acelerar a modernização do varejo brasileiro. Segundo a sócia da Finscale, Letícia Moschioni, com vendas estáveis em agosto, aumentar preços não será suficiente para compensar os novos custos. Ela estima que apenas 20% a 30% do custo adicional efetivo seja repassado aos consumidores em 2027, enquanto o restante deverá ser compensado por ganhos de produtividade ou absorvido pelas margens.
Nas empresas listadas na B3, como Magazine Luiza e Lojas Renner, a mudança tende a ampliar a atenção dos investidores à eficiência operacional e à capacidade de preservar margens. Em um cenário sem repasse de custos, impacto médio de 8% sobre o Ebitda e de 18% sobre o lucro líquido das varejistas analisadas pela XP. Isso pode acelerar investimentos em automação, gestão de equipes, pagamentos digitais e serviços financeiros integrados. As companhias que conseguirem aumentar a receita por hora trabalhada poderão transformar a reorganização da jornada em uma vantagem competitiva. Letícia Moschioni, sócia da Finscale
Direcional tem geração de caixa operacional de R$ 228 milhões no 3º trimestre. No relatório operacional, o grupo de construção e incorporação reportou ainda vendas líquidas contratadas de R$ 1,05 bilhão, queda de cerca de 27% sobre um ano antes, e lançamentos de R$ 1,1 bilhão, recuo de 45,7%.
C&A aprova emissão de R$ 500 milhões em debêntures. A oferta pública de títulos é voltada para investidores profissionais. Os recursos obtidos serão usados no resgate antecipado da terceira emissão da empresa.
Oncoclínicas cria comitê independente para apurar atos da gestão anterior. O grupo de serviços médicos informou que o conselho de administração aprovou a criação de um Comitê Especial Independente para coordenar apurações sobre atos da gestão anterior, em meio ao processo de recuperação extrajudicial.
Americanas tem homologação para vender imóveis no Rio por R$ 130 milhões. Segundo a empresa, a decisão ocorreu após a ausência de interessados habilitados nos processos competitivos.
Assaí negou estudar oferta de ações. O grupo atacadista rebateu reportagem do Valor Econômico sobre uma potencial oferta subsequentes de ações: "Estudos avaliações elaborados por r iniciativa própria não constituem estudos conduzidos.
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