As vendas do comércio varejista brasileiro registraram estabilidade com ligeira alta de 0,1% em agosto de 2026, após queda de 0,8% em julho, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O que aconteceu
Resultado positivo do comércio interrompeu o recuo registrado em junho. Com o avanço, o setor acumula crescimento de 1,7% no ano e de 1,6% no período de 12 meses.
Comparação com o mesmo mês do ano passado apontou alta de 0,4% nas vendas. No comércio varejista ampliado, que inclui veículos e material de construção, o volume variou -0,2% em relação a julho. No quarto bimestre, o setor cresceu 0,8% na comparação com o mesmo período de 2025 e engatou o 24º período consecutivo de crescimento na comparação.
Seis das oito atividades pesquisadas fecharam o mês no campo positivo. As principais altas foram em equipamentos para escritório e informática (6,3%) e artigos pessoais e domésticos (1,4%), enquanto móveis e eletrodomésticos tiveram o maior recuo (-4,2%).
Segmento de artigos farmacêuticos e de perfumaria manteve ritmo constante de expansão. O setor avançou 0,7% frente a julho e completou 42 meses seguidos de crescimento na comparação anual.
As vendas do comércio subiram em 14 das 27 Unidades da Federação na passagem de julho para agosto. Os maiores avanços ocorreram em Rondônia (5,8%), Amapá (5,3%) e Mato Grosso do Sul (2,7%), enquanto o Espírito Santo registrou a maior queda (-3,8%).
O volume de vendas do comércio varejista restrito avançou 0,1% em agosto, na série com ajuste sazonal, bem abaixo da mediana das projeções do mercado (+0,7%), e recuperou apenas uma fração da queda de 0,8% registrada em julho. O consumo de bens essenciais segue sustentado pela resiliência do mercado de trabalho e pelas medidas recentes de estímulo. O ritmo de expansão, porém, permanece moderado, e o varejo restrito já dá sinais de perda de fôlego. Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research
O que é a PMC
Pesquisa acompanha o comportamento do comércio varejista no Brasil. Para a coleta dos resultados, o IBGE apura a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista.
Levantamento é realizado desde 1995, mas passou por diversas alterações. Inicialmente coletada somente na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, a pesquisa foi expandida para as Regiões Metropolitanas de Recife e Salvador e ganhou abrangência nacional no ano 2000.
Resultados consideram o desempenho de 11 atividades do varejo nacional. Integram o cálculo as vendas de combustíveis e lubrificantes, supermercados, tecidos, vestuário e calçados, móveis e eletrodomésticos, artigos farmacêuticos, livros, jornais, revistas e papelaria, equipamentos para escritório, informática e comunicação, artigos de uso pessoal e doméstico, veículos, materiais para construção e venda de alimentos por atacado.
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