28/10/2026 14h53 • Atualizado 8 horas atrás
Em setembro, o avanço foi ainda mais forte, chegando a 10,8% na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo o Índice Abrasel-Stone, divulgado nesta quarta-feira (28).
Apesar do resultado positivo no acumulado, os dados mostraram uma leve retração de 0,3% em setembro com agosto de 2026, mês imediatamente anterior, sugerindo uma acomodação do ritmo de crescimento após meses de expansão.
Para Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, os resultados apontam para a resiliência do setor mesmo diante de sinais pontuais de desaceleração, apoiada na geração de renda e no baixo nível de desemprego, que sustentam os consumos da família.
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“Apesar da ligeira retração na análise mensal, o avanço na comparação anual e o desempenho positivo no fechamento do trimestre mostram que bares e restaurantes seguem sustentados pela força do mercado de trabalho”, disse.
Ainda, Freitas destaca que a alimentação fora do lar permanece como uma despesa prioritária para os consumidores brasileiros.
“Ver a atividade do setor se consolidar ao longo de mais de 12 meses comprova que a alimentação fora do lar permanece como uma escolha prioritária. Esse movimento homogêneo pelo país demonstra a força da demanda”, afirmou.
Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, o setor continua sendo beneficiado por fatores que sustentaram o consumo ao longo dos últimos meses, especialmente o mercado de trabalho aquecido e a circulação de recursos na economia durante o período eleitoral.
“Ainda assim, a pequena retração de setembro em relação ao mês anterior merece atenção, porque pode sinalizar uma perda de fôlego da atividade econômica”, ponderou.
Solmucci também citou preocupações em relação à implementação do fim da escala de trabalho 6×1 no calendário. “Uma mudança dessa dimensão, sem tempo adequado para adaptação, pode elevar custos, comprometer a capacidade produtiva e afetar o nível de atividade em diversos setores. O risco é que essa transição abrupta contribua para uma desaceleração profunda, com consequências para o emprego, a renda e o consumo”, disse.
O levantamento mostra que todos os 24 estados analisados registraram crescimento nas vendas em setembro na comparação anual, evidenciando uma expansão disseminada pelo país.
Entre os maiores mercados do país, os resultados também foram positivos. O Rio de Janeiro registrou crescimento de 12,3%, Minas Gerais de 10,3% e São Paulo de 6,8%.
Repórter de Finanças do InfoMoney. É formada pela Cásper Líbero e possui especialização em Economia pela Fipe - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.