Os títulos públicos de longo prazo registraram os maiores retornos na renda fixa em setembro, impulsionados pela perspectiva de queda nas taxas de juros, segundo informou a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
O que aconteceu
O índice IMA-B 5+ liderou os ganhos da renda fixa no mês com alta de 3,83%. O indicador acompanha títulos públicos atrelados à inflação com vencimento acima de cinco anos e acumula valorização de 8,85% em 2026, segundo a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
O resultado geral dos títulos públicos também encerrou o mês em alta. O IMA (Índice de Mercado Anbima), que reúne títulos públicos marcados a mercado, registrou rentabilidade de 1,72% em setembro e acumula 10,11% no ano.
A valorização dos papéis de prazo maior indica otimismo com a queda dos juros. "A boa performance dos ativos de maior prazo pelo segundo mês consecutivo sugere que o mercado já começa a incorporar a perspectiva de juros mais baixos no médio e longo prazo", disse Marcelo Cidade, economista da Anbima.
As taxas atuais seguem pagando retornos atrativos para os investidores. "Nesse contexto, os níveis atuais das taxas continuam oferecendo prêmios atrativos, especialmente nos vencimentos mais longos", completou o economista.
Prefixados e debêntures
Os papéis prefixados e de médio prazo também tiveram bom desempenho em setembro. O índice IRF-M 1+, composto por títulos prefixados acima de um ano, subiu 2,41% no mês, enquanto o IMA-B 5 (títulos de inflação até cinco anos) rendeu 2,01% em setembro e soma 11,37% no acumulado do ano.
Ativos de prazo mais curto apresentaram valorização menor no período. O IRF-M 1 (prefixados de até um ano) avançou 1,09% no mês, e o IMA-S (títulos atrelados à taxa Selic) subiu 1,06%, mantendo alta acumulada de 10,62% em 2026.
Entre os títulos privados, o destaque ficou para as debêntures sem incentivo fiscal. O índice IDA IPCA Ex-Infraestrutura subiu 2,49% no mês e acumula 11,20% no ano, enquanto o IDA-DI subiu 1,01% em setembro e lidera os títulos corporativos em 2026 com alta de 10,92%.
Deixe seu comentário
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.