A 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, que termina nesta segunda-feira (31) com Remo x Coritiba, já apresentou polêmicas de arbitragem. O UOL consultou quatro ex-árbitros sobre cinco lances polêmicos do domingo (30).
Pênalti anulado em Mirassol x Palmeiras
O primeiro lance analisado foi o pênalti marcado para o Mirassol contra o Palmeiras. João Vitor Gobi assinalou penalidade máxima de Giay em Fernandinho no campo, mas anulou a marcação após revisão no VAR.
A anulação não foi unanimidade entre os ouvidos pela reportagem. Na visão de Guilherme Manoel Serapião e João Paulo Araújo, a decisão final foi acertada. Por outro lado, Guilherme Ceretta e Ulisses Tavares analisam que o pênalti foi mal anulado.
Decisão final correta. O defensor do Palmeiras fez a entrada pelo lado e tocou na bola. O leve contato foi próprio do jogo Manoel Serapião
O jogador entrou por trás de carrinho, sem dúvida nenhuma, mas visou e conseguiu tocar a bola. Se não toca na bola, seria pênalti. Como tocou, não é pênalti João Paulo Araújo
O VAR não deveria intervir. Atrapalha o jogo e o árbitro. A imagem mostra o contato do jogador do Palmeiras nas pernas do adversário, e só toca na bola após derrubar o mesmo. Pênalti marcado em campo. Repito, o VAR atrapalha o árbitro Guilherme Ceretta
Eu marcaria o pênalti Ulisses Tavares
Gol de Arthur Cabral anulado em Flamengo x Botafogo
O segundo lance analisado pelos ex-árbitros foi o gol de Arthur Cabral anulado em Flamengo 3 x 0 Botafogo. Após o atacante deslizar em campo para tentar finalizar, a bola pega no braço do centroavante e sobra limpa para o giro e chute no gol de Rossi. Seria o primeiro gol do jogo.
Gol bem anulado. Toque de mão e gol na sequência do mesmo jogador Guilherme Ceretta
Texto de regra. O toque, mesmo acidental, no braço de um atacante que marca um gol é infração Manoel Serapião
Lance bem anulado Ulisses Tavares
A bola realmente bateu na mão do jogador do Botafogo, mas me parece que ele estava apoiando o braço no chão. Nesse caso, os dois caíram, a bola bateu acidentalmente na mão dele, apoiando o corpo, então não houve intenção. Foi bola na mão acidental. Gol muito mal anulado João Paulo Araújo
Pênalti em Viveros em Athletico-PR x Fluminense
O terceiro lance analisado foi o pênalti sofrido por Viveros, cometido por Fábio, em Athletico-PR 3 x 3 Fluminense. O goleiro tricolor e o atacante do Furacão disputam a bola na beirada da área, e o árbitro Felipe Fernandes de Lima assinala pênalti. Três árbitros discordaram da marcação, e um concordou.
Não foi pênalti. Viveros se choca com o Fábio, que não faz movimento para derrubar. Contato normal de jogo Guilherme Ceretta
O goleiro já tinha ocupado o espaço para pegar a bola, como lhe era de direito. Além disso, o contato foi provocado pelo atacante Manoel Serapião
O pênalti não deveria ser marcado. A falta aconteceu por parte do atacante Ulisses Tavares
O goleiro foi na bola, mas foi bastante imprudente, tentou pegar a bola e acertou o jogador do Athletico. Tanto é que a bola continua na mesma direção do jogador. Tem que se marcar o pênalti, sim João Paulo Araújo
Toques de mão em Corinthians x Santos
Já as decisões sobre possíveis toques de mão em Corinthians 0 x 1 Santos geraram unanimidade. No primeiro, o chute de Memphis Depay é bloqueado pela perna direita de Lucas Veríssimo. Os corintianos pediram toque no braço do zagueiro após a bola rebater e subir por trás dele. No segundo, a bola toca na barriga de Luan Peres antes de encostar em seu braço.
Nada a ser marcado. Mão acidental com toque em alguma parte do corpo antes do toque de mão. Ainda bem que o VAR não atrapalhou Guilherme Ceretta
Nada aconteceu, nos dois lances Ulisses Tavares
A bola tocou na barriga do defensor, e o leve toque posterior em seu braço não foi faltoso, já que a posição era natural Manoel Serapião
Como bateu no corpo primeiro, isenta a falta João Paulo Araújo
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