A EDP Espírito Santo iniciou uma oferta pública de debêntures de R$ 800 milhões para financiar projetos de expansão e modernização da rede de distribuição de energia no Estado.
O que aconteceu
EDP Espírito Santo Distribuição de Energia anunciou o início da oferta pública de sua 17ª emissão de debêntures. A oferta será em duas séries, com montante total de R$ 800 milhões. A operação foi registrada automaticamente pela CVM e é destinada exclusivamente a investidores profissionais.
Recursos irão para investimentos em expansão. Segundo a companhia, o dinheiro será usado na expansão, renovação e melhoria da infraestrutura de distribuição de energia elétrica no Espírito Santo, além do pagamento e reembolso de despesas relacionadas aos projetos de investimento da concessionária.
Investimentos contemplam os ciclos de 2023 a 2026 dos Planos de Desenvolvimento da Distribuição apresentados à Aneel. A conclusão é prevista para dezembro deste ano. O projeto está enquadrado como prioritário pelo Ministério de Minas e Energia.
Emissão financiará um terço dos investimentos. O volume total estimado de recursos necessários para os projetos supera R$ 2,3 bilhões, dos quais os R$ 800 milhões da emissão representam cerca de 33,8% das necessidades de financiamento previstas.
Oferta segue o rito automático. As debêntures não receberam classificação de risco e a operação foi dispensada de prospecto e lâmina, conforme as regras da CVM para ofertas voltadas exclusivamente a investidores profissionais.
Debêntures de infraestrutura
Operação inaugura novo modelo de financiamento sob a Lei nº 14.801. Esta é a primeira emissão local estruturada sob o novo arcabouço legal das debêntures de infraestrutura. A nova legislação representa uma inovação no mercado de capitais ao conceder incentivo fiscal diretamente à empresa emissora (por meio de deduções tributárias), em vez de focar no benefício ao investidor, como ocorria na regra anterior.
Crescimento desse instrumento reflete busca das empresas por recursos de longo prazo para financiar investimentos. Segundo analistas, o novo modelo deve impulsionar ainda mais o financiamento privado de projetos de longo prazo em setores prioritários, como energia, logística, transporte e saneamento, otimizando a estrutura de capital das concessionárias.
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