Os principais índices acionários fecharam em alta nas Bolsas da Ásia, mas recuaram na Europa e têm viés negativo também nos Estados Unidos nesta segunda-feira. Investidores monitoram preços do petróleo, em alta e negociado ao redor de US$ 90 o barril novamente, além de indicadores da economia americana.
O que aconteceu
Os preços do petróleo voltam a subir em meio a tensões políticas. As cotações do contrato futuro do barril do tipo Brent com entrega em outubro subiam 2,9% às 15h, para US$ 90,98, após subirem até 6% na semana passada. A incerteza sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã alimenta a aversão a risco com o fim do prazo para um acordo de paz.
Irã ameaça partir para ofensiva caso fracassem as negociações de acordo. As negociações de paz e para retomada do tráfego de petroleiros pelo estratégico Estreito de Hormuz estagnaram, sem sinais de que as partes estejam caminhando para o fim do conflito iniciado por EUA e Israel em 28 de fevereiro. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou bombardear o Omã se o país "se intrometer" no acordo com o Irã sobre o Estreito de Hormuz, e instou Teerã a se render.
Bolsas americanas têm sessão com viés negativo. Por volta das 15h, o Dow Jones cedia 0,54% a 53.442 pontos e o S&P 500 perdia 0,39%, a 7.754 pontos na Bolsa de Nova York. Na Bolsa Eletrônica, o Nasdaq marcava 26.651 pontos, 0,29% abaixo da sexta-feira, quando os índices recuaram pressionados pela queda dos gastos das famílias americanas, em uma sessão marcada pelo volume reduzido de negociações.
Mercados reagem a indicadores de atividade econômica americana. O índice Empire State de atividade industrial, que mede as condições da manufatura no Estado de Nova York (EUA), subiu para 20,6 em agosto, ante 15,6 em julho, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo Federal Reserve (Fed) de Nova York. O resultado de agosto, o maior em mais de quatro anos, contrariou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam queda do indicador a 9,0 neste mês.
O BC (Banco Central) dos EUA vai divulgar a ata de sua última reunião nesta quarta-feira. Os investidores buscam pistas sobre os próximos passos da taxa de juros nos Estados Unidos, que foi mantida inalterada no último encontro.
Bolsas europeias fecharam em baixa nesta segunda-feira. Investidores reagiram à nova alta do preço do petróleo, em meio à continuidade do impasse entre Estados Unidos e Irã. Com forte temporada de balanços na região praticamente concluída, os investidores voltaram a concentrar a atenção nos desdobramentos geopolíticos e macroeconômicos, em busca do próximo catalisador para os mercados. O FTSE 100, de Londres caiu 0,28%, o MIB de Milão fechou com leve alta de apenas 0,01%, enquanto o CAC 40 de Paris recuou 0,66%, o DAX de Frankfurt cedeu 0,38% e o IBEX de Madri perdeu 0,87%.O índice Nikkei, de Tóquio, subiu 0,74% após dados positivos sobre a economia japonesa. O PIB (Produto Interno Bruto) do Japão cresceu a uma taxa anualizada de 1,1% no trimestre de abril a junho, resultado um pouco acima do esperado, segundo a Associated Press.
As principais bolsas da China e de Hong Kong também registraram ganhos expressivos. O índice Xangai Composto avançou 1,41%, o Shenzhen Composto subiu 2,2% e o Hang Seng valorizou 1,34% em Hong Kong, enquanto Taiwan teve leve alta de 0,1%.
A Bolsa da Austrália contrariou a tendência de alta da região e encerrou no vermelho. O índice S&P/ASX 200 caiu 0,46% na cidade de Sydney, fechando o dia cotado a 9.073,20 pontos. Na Coreia do Sul, não houve pregão no mercado sul-coreano devido a um feriado local.
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