Os índices de Wall Street e as bolsas globais operam em alta após os democratas conquistarem o controle das duas casas do Congresso nas eleições dos Estados Unidos, em um resultado interpretado como derrota política para o presidente Donald Trump.
O que está acontecendo
Índices de Wall Street avançam antes da abertura dos negócios. Por volta das 6h48 (horário de Brasília), o Dow Jones, formado pelas ações das grandes empresas e dos bancos, liderava os ganhos com alta de 1,13%. O desempenho positivo era acompanhado pelo S&P 500 (+0,7%) e o Nasdaq (+0,58%), que concentra as ações das empresas de tecnologia.
Bolsas de Nova York tiveram variações mistas no pregão de ontem (3). Na sessão, o Nasdaq subiu 0,83%, para 25.372,01 pontos, e puxou a alta entre os principais índices de Nova York. O S&P 500 avançou 0,36%, aos 7.568,92 pontos. Por outro lado, o Dow Jones recuou 0,38%, para 51.786,72 pontos.
Mercados europeus têm alta impulsionada por bancos e energia. O índice pan-europeu Stoxx 600 registrava alta de 0,93% na abertura dos negócios, com destaque para papéis de empresas de energia renovável, como a Orsted, que subia 7%. Entre os principais mercados do continente, a alta generalizada é liderada pelo Ibex 35 de Madri (+2,32%), pelo FTSE MIB de Milão (+2,01%), pelo CAC 40 de Paris (+1,2%), pelo DAX de Frankfurt (+1,13%) e pelo FTSE 100 de Londres (+0,85%).
Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única, com forte avanço na China. O índice Xangai Composite subiu 2,16%, melhor desempenho diário em sete meses, enquanto o Nikkei, do Japão, recuou 1,42% puxado por baixas no setor de tecnologia. Na Coreia do Sul, o índice Kospi de Seul avançou 0,62%, para 5.683,80 pontos. As gigantas de tecnologia SK Hynix e Samsung Electronics cederam 0,1% e 0,7%, respectivamente.
Vitória democrata nos Estados Unidos tende a aumentar a resistência às propostas de Trump. O mercado avalia positivamente um governo dividido em Washington após a vitória do Partido Democrata para assumir mais cadeiras na Câmara e no Senado. A avaliação considera que a derrota dos republicanos reduz o risco de mudanças econômicas bruscas.
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