A Usiminas, produtora de aço e minério de ferro, lucrou R$ 428,2 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 235,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, informou a companhia em balanço divulgado hoje.
Destaques do trimestre
O lucro da produtora de aço e minério de ferro disparou entre abril e junho deste ano. O balanço divulgado pela empresa aponta que o Ebitda (indicador que mede a geração de caixa) ajustado atingiu R$ 761,3 milhões, uma alta de 86,4%.
A receita líquida da companhia fechou em R$ 6,13 bilhões no trimestre. O valor representa um recuo de 7,47% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto os investimentos caíram 3,29%, somando R$ 323 milhões.
A divisão de mineração da empresa apresentou crescimento de 11% no faturamento comparado ao trimestre anterior. De acordo com a Usiminas, o desempenho positivo foi impulsionado pelo aumento de 26,9% no volume de vendas de minério.
Os aportes do período focaram na eficiência da Usina de Ipatinga. A Usiminas concluiu o projeto para aumentar a capacidade de injeção de carvão pulverizado no Alto-Forno 3, reduzindo custos de produção.
O resultado financeiro da companhia foi impactado pela variação do dólar. A conta passou de R$ 110 milhões positivos no primeiro trimestre para R$ 44,8 milhões negativos no segundo trimestre devido a perdas cambiais.
O acumulado dos primeiros seis meses de 2026 mostra forte recuperação da empresa. O lucro semestral somou R$ 1,32 bilhão, um avanço de 185,03% na comparação anual, mesmo com recuo de 10,98% na receita.
A saúde financeira da siderúrgica melhorou com o aumento de caixa. O caixa líquido da Usiminas atingiu R$ 499 milhões em junho, alta de 27,7% frente a março, mantendo o endividamento sob controle.
O que diz a Usiminas
A diretoria da empresa aposta em avanços operacionais e na gestão de custos. "Para o próximo trimestre, a expectativa é de estabilidade nos resultados operacionais da siderurgia, excluindo-se os efeitos extraordinários do trimestre passado, e de queda na Mineração.", afirmou a administração.
A empresa prevê aumento nas vendas de aço no mercado brasileiro e reajuste de preços. Por outro lado, a siderúrgica espera custos mais altos com matérias-primas e queda na comercialização de minério de ferro.
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