As ações da Adidas despencaram nesta quinta-feira (30) e caminham para a maior queda diária de sua história, após os gastos elevados com marketing na Copa do Mundo da Fifa comprimirem os lucros da fabricante alemã de artigos esportivos.
O aumento das despesas de marketing limitou o lucro operacional, que subiu 5% em um ano, para 574 milhões de euros, desempenho abaixo do consenso de mercado, que esperava por um lucro de 623 milhões de euros.
Por volta das 10h (de Brasília), os papéis da empresa recuavam 17,3% na Bolsa de Frankfurt, a 150,65 euros. No acumulado do ano, a ação recua mais de 10%.
A empresa gastou perto de 1 bilhão de euros em marketing no trimestre encerrado em junho, cerca de 30% a mais do que no mesmo período de 2025, ao intensificar ações de promoção em torno da Copa do Mundo da Fifa realizada na América do Norte. O torneio terminou de forma positiva para a Adidas, fornecedora de uniformes e patrocinadora de Espanha e Argentina, finalistas da competição.
Em teleconferência, o presidente-executivo da Adidas, Bjorn Gulden, disse ter se surpreendido com a queda das ações. A companhia reiterou a projeção de lucro operacional para 2026, em torno de 2,3 bilhões de euros, abaixo dos quase 2,5 bilhões de euros estimados por analistas.
Tanto o resultado quanto a ausência de um aumento na projeção de resultados devem decepcionar, escreveu o analista Piral Dadhania, do RBC Capital Markets, em nota.
A Adidas afirmou ainda que sua projeção não considera possíveis reembolsos de tarifas nos EUA entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões, valores que poderão ser recuperados no futuro.
Em termos absolutos, a Adidas teve um trimestre forte, disseram analistas do Deutsche Bank. Ainda assim, os números podem frustrar investidores diante do aumento das expectativas relacionadas à Copa do Mundo, acrescentaram.
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