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Mercado CNN Brasil há 94 d • 30/07/2026 13:26

Dólar recua e bolsa avança com decisão do Fed e dados no radar

Bolsa paulista acompanha forte avanço em Wall Street, com ações do setor de chips registrando saltos

O Ibovespa encerrou a quinta-feira (30) em alta e chegou a atingir os 177 mil pontos na máxima do dia, impulsionado pelo bom desempenho dos mercados globais. Os investidores também acompanharam a divulgação dos resultados trimestrais de empresas no Brasil e no exterior.

No cenário internacional, o dólar fechou em queda frente ao real, acompanhando o recuo da moeda norte-americana em relação a outras divisas no exterior. Os mercados seguiram repercutindo a decisão do Fed (Federal Reserve), anunciada na véspera, além de uma série de indicadores econômicos divulgados ao longo do dia.

O índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 1,88%, a 177.158,86 pontos, após marcar 173.884,55 na mínima e 177.067,42 na máxima do dia.

O dólar à vista encerrou o dia com queda de 0,95%, aos R$ 5,0621. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 7,78% ante o real.

Fed mantém juros

No cenário internacional, os mercados seguiram repercutindo a decisão do Fed, que manteve a taxa de juros dos Estados Unidos entre 3,5% e 3,75%, conforme anunciado na quarta-feira (29).

A decisão, amplamente esperada pelo mercado, marcou a quinta reunião consecutiva do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) sem alterações nos juros, embora três dos 12 integrantes tenham defendido uma alta de 0,25 ponto percentual.

Apesar da manutenção das taxas, a comunicação do presidente do Fed, Kevin Warsh, gerou incertezas ao evitar sinalizações sobre os próximos passos da política monetária, dificultando a avaliação dos investidores sobre o rumo dos juros e da inflação.

Ao mesmo tempo, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos avançaram. O retorno dos papéis de 30 anos atingiu 5,239%, o maior nível desde 2007, refletindo a expectativa de que os juros permaneçam elevados por mais tempo.

Os investidores também acompanharam a temporada de balanços corporativos, que trouxe algum alívio aos mercados após resultados considerados positivos. Ainda assim, o ambiente permaneceu cauteloso, em meio à volatilidade das ações ligadas à inteligência artificial e à escalada das tensões no Oriente Médio.

O conflito voltou a pressionar os preços do petróleo. Após a queda observada no mês anterior, que contribuiu para aliviar a inflação em junho, o barril do Brent voltou a subir e passou a ser negociado acima de US$ 92, reacendendo preocupações com os impactos inflacionários da commodity.

Desemprego e inadimplência

A taxa de desemprego no Brasil foi de 5,4% no trimestre móvel encerrado em junho, segundo dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgados nesta quinta-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Este é o menor resultado para o período na série histórica, iniciada em 2012.

O resultado mostra queda ante o registrado no período entre janeiro e março, quando o desemprego ficou em 6,1%.

Segundo o IBGE, também houve recuo na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano passado. No período encerrado em junho de 2025, o indicador estava em 5,8%.

Dados do Banco Central publicados mais cedo também mostraram que inadimplência da carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional situou-se em 4,7% em junho. A taxa é a mesma de maio, a maior da série histórica iniciada em março de 2011.

Os dados consideram atrasos superiores a 90 dias.

Em 12 meses, a inadimplência da carteira de crédito subiu 1,0 p.p. Nas operações com pessoas jurídicas e com pessoas físicas, a inadimplência permaneceu estável no mês, situando-se em 3,2% e 5,6%, respectivamente.

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Fonte da Notícia: CNN Brasil
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