A P&G (Procter & Gamble), dona das marcas Pampers, Gillette e Oral-B, reportou lucro líquido de US$ 3,04 bilhões no segundo trimestre, queda de 15,8% na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 3,61 bilhões).
Destaques do trimestre
Lucro Líquido: US$ 3,04 bilhões (-15,8%)Lucro por ação ajustado: US$ 1,43Lucro por ação diluído: US$ 1,26Receita líquida: US$ 21,2 bilhõesInvestimentos (capex): US$ 1,02 bilhãoVolume de vendas: US$ 21,2 bilhões (+2%)
Lucro líquido atribuído à P&G recuou para US$ 3,04 bilhões no segundo trimestre. O montante apresentado pelo balanço da empresa é 16% menor do que o apurado no mesmo trimestre do ano passado (US$ 3,61 bilhões).
A receita do trimestre somou US$ 21,20 bilhões, alta de 2% na comparação anual. Entre as receitas, a divisão de Beleza teve o maior avanço, com vendas orgânicas 4% maiores. Por outro lado, o segmento de Bebês, Higiene Feminina e Cuidados com a Família recuou 2%.
A variação cambial também ajudou o resultado por ação do trimestre a parecer melhor. A P&G avalia que em condições cambiais estáveis: em base neutra em câmbio, o lucro ajustado por ação teria caído 5% no trimestre, não os 3% reportados, e ficado estável no ano fiscal, em vez de subir 1%.
No ano fiscal encerrado em 30 de junho, o lucro líquido atribuído à P&G somou US$ 16,05 bilhões. O valor representa um desempenho praticamente estável em relação aos US$ 15,97 bilhões de 2025.
A margem operacional da companhia foi de 22,7% no ano fiscal, queda de 1,6 ponto percentual sobre 2025, e de 18,6% no trimestre. Segundo a companhia, a retração no trimestre reflete reinvestimentos em marketing e mix de produtos desfavorável, parcialmente compensados por ganhos de produtividade.
Os investimentos em fábricas, equipamentos e tecnologia somaram US$ 4,41 bilhões no ano fiscal. O total é 17% a mais que os US$ 3,77 bilhões de 2025. Já a dívida líquida — soma da dívida de curto e longo prazo menos o caixa disponível, fechou o ano fiscal em US$ 24,2 bilhões, 3% abaixo dos US$ 24,95 bilhões de junho de 2025.
A companhia também devolveu mais de US$ 15,26 bilhões a acionistas no ano fiscal, somando US$ 10,23 bilhões em dividendos e US$ 5,03 bilhões em recompra de ações. Segundo a P&G, o aumento do dividendo em abril de 2026 marcou o 70º ano consecutivo de elevação e o 136º ano seguido em que a empresa paga dividendos, desde sua fundação em 1890.
O que diz a P&G
A companhia classificou o ano fiscal de 2026 como um período de "construção de base". A avaliação considera a manutenção do crescimento de vendas e lucro, além da devolução de caixa aos acionistas em meio a um cenário geopolítico e econômico visto como desafiador.
Acreditamos que o melhor caminho para um crescimento sustentável e equilibrado é redobrar a aposta em nossa estratégia e colocar o consumidor em primeiro lugar em tudo o que fazemosShailesh Jejurikar, presidente e CEO da P&G
Para o ano fiscal de 2027, a companhia projeta crescimento de vendas totais entre 1% e 3%. A projeção de lucro por ação diluído (contábil) é de alta entre 1% e 5% sobre os US$ 6,62 de 2026, e a de lucro ajustado por ação varia de estável a alta de 3% sobre os US$ 6,89 do ano fiscal encerrado, o que equivale a uma faixa de US$ 6,89 a US$ 7,11 por ação.
A empresa também estima investir entre 4,5% e 5,5% da receita de 2027 em capex. Além disso, a Procter & Gamble prevê pagar cerca de US$ 10 bilhões em dividendos e recomprar cerca de US$ 5 bilhões em ações no próximo ano fiscal.
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