Os índices de Wall Street apresentam viés predominantemente positivo na abertura nesta segunda-feira. O movimento acompanha a variação dos mercados da China. Na Europa, os índices têm forte queda generalizada nos primeiros negócios das sessões.
Índices de Wall Street avançam na abertura do mercado. Às 13h40, o índice da Bolsa Eletrônica Nasdaq, que concentra as ações das empresas de tecnologia, subia 1,41%, a 26.509 pontos. Na Nyse (Bolsa de Nova York), o S&P 500 avançava 0,61%, a 7.706 pontos, enquanto o Dow Jones, formado pelas ações das grandes empresas e dos bancos, tinha variação positiva de apenas 0,03%, para 52.013 pontos.
Desempenho reverte as perdas da sexta-feira. No encerramento da semana passada, o Nasdaq recuou 2,14%, aos 26.140,03 pontos. A queda foi acompanhada pelo S&P 500, que recuou 1,09%, para 7.659,44 pontos. Já o Dow Jones caiu 0,34%, baixa de menor intensidade entre os principais índices de Wall Street e recuou aos 52.002,41 pontos.
Temporada de balanços ganha destaque em Wall Street. Cerca de 70 empresas do S&P 500 divulgam resultados do terceiro trimestre nesta semana. A Netflix abre a sequência amanhã, após o fechamento do mercado americano, com receita projetada pela própria empresa em US$ 12,86 bilhões, alta de 12%, e consenso de lucro por ação de US$ 0,82. No mesmo dia, a SpaceX apresenta o segundo balanço desde a abertura de capital, depois de receita de US$ 7,8 bilhões e prejuízo de US$ 541 milhões no segundo trimestre.
Mercados asiáticos oscilaram entre perdas no Japão e ganhos na Coreia do Sul e na China. As variações ocorreram após uma semana de quedas nos EUA, com incertezas sobre os investimentos em IA. No radar do continente, os resultados foram acompanhados pelos dados do PIB (Produto Interno Bruto) da China, que cresceu 4,5% no terceiro trimestre na comparação anual.
Índices chineses fecharam com altas modestas mesmo após aceleração do PIB. O Xangai Composite subiu 0,39%, a 3.730,92 pontos, enquanto o Shenzhen Composite avançou 0,10%, a 2.228,80 pontos. Em Taiwan, o Taiex caiu 0,61%, enquanto Hong Kong não operou por feriado.
O índice Nikkei de Tóquio recuou 0,62% e fechou a 64.916,70 pontos. O mercado japonês sofreu impacto das perdas de grandes empresas de tecnologia, como o SoftBank, que caiu 2,0%, e a Tokyo Electron, que recuou 2,6%. Em Seul, o Kospi avançou 1,76%, aos 5.768,01 pontos. O resultado foi puxado por gigantes de chips de computador, como a Samsung Electronics, que subiu 1,2%, e a SK Hynix, com alta de 0,4%.
Apesar da alta no dia, a bolsa da Coreia do Sul acumula queda superior a 17% no último mês. O índice Kospi segue distante do patamar de 9.000 pontos atingido em junho, no auge do otimismo com a IA. O cenário foi refletido também nos papéis da Nasdaq, que desabaram 4,5% na semana passada em meio a receio sobre os altos custos de infraestrutura exigidos para o desenvolvimento de inteligência artificial.
As bolsas europeias fecharam em queda nesta segunda-feira. Ações foram pressionadas por vendas de ações de bancos e pela aversão a risco após protestos violentos na França. O movimento refletiu preocupações com a situação fiscal francesa, enquanto investidores acompanharam a temporada de balanços e os preços do petróleo, em meio a incertezas geopolíticas.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 1,08%, a 10.764,69 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 1,24%, a 25.303,68 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 1,11%, a 7.868,05 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,55%, a 49.086,27 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 1,89%, a 18.961,00 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve queda de 0,78%, a 9.394,18 pontos. As cotações são preliminares.
Os protestos fizeram os juros dos títulos franceses de dez anos saltarem. Para a Capital Economics, a situação fiscal do país deve piorar antes de melhorar, mas o risco de contágio é limitado, diante da baixa exposição dos bancos à dívida soberana e da capacidade de atuação do Banco Central Europeu (BCE).
Em Paris, os bancos foram destaque entre as baixas. O subíndice do setor bancário no Stoxx 600 cedeu 2,4%. Société Générale recuou 3,8%, BNP Paribas perdeu 3,1% e Crédit Agricole cedeu 3,1%, em meio à alta dos juros soberanos. Na Itália, UniCredit (-2,6%), Mediobanca (-2,2%) e BPER Banca (-2,7%) também caíram. Milão também viu uma onda de protestos.
Carrefour caiu 2,3% após informar que 50 lojas foram saqueadas durante os protestos. A varejista também anunciou a compra da Codifrance por 152 milhões de euros. Ainda em Paris, Accor e Klépierre registraram baixas de 3,3% e 2,2%, respectivamente.
Em Frankfurt, Continental perdeu 2,6%, enquanto Rheinmetall cedeu 3,6%. A Merck perdeu 0,6% após a compra da Silence. Em Londres, 3i Group caiu 2,9%, e InterContinental Hotels Group perdeu 1,5%. Em contrapartida, BP avançou 0,1%, acompanhando ganhos anteriores do petróleo. No setor de semicondutores, BE Semiconductor subiu 3,3% e ASML avançou 1,3% na Holanda, em sintonia com a recuperação de techs nos EUA.
Preços do petróleo recuam de máximas em cinco meses. Investidores ajustam posições após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a suspensão das sanções e tarifas contra a Rússia. Segundo analistas, a medida abre espaço para um aumento das exportações russas de combustíveis, reduzindo o gargalo na oferta mundial da commodity. Por volta das 10h50 (horário de Brasília), os contratos futuros do barril do tipo Brent caíam 1,4%, para US$ 108,26. Na sessão de sexta-feira, o ativo atingiu o nível mais alto desde 19 de maio.
Movimento do Irã também favorece queda do preço do petróleo. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse que a oferta iraniana aos Estados Unidos para reabertura do estreito de Hormuz em sete dias continua em vigor.
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