Após abrir ao redor da estabilidade, o dólar passou a cair, a R$ 5,08, com investidores atentos à prévia do PIB, no ambiente local, que tem ainda a corrida presidencial. Na B3, o Ibovespa tem leve viés positivo, acompanhando cenário externo, onde a acomodação do preço do petróleo abriu espaço para reação das Bolsas no exterior.
O que você precisa saber
Dólar ronda estabilidade nesta sexta-feira. A moeda americana era cotada no comercial para venda a R$ 5,079, às 13h45, variação de menos 0,17% ante fechamento de ontem, quando a divisa subiu 1,2%. Na semana, a divisa oscilou entre R$ 4,99 a R$ 5,09.
Moeda americana tem sido influenciada por receio de aumento de juros nos Estados Unidos. A divulgação do índice de preços ao consumidor e ao produtor nesta semana fizeram os agentes de mercado a aumentarem as apostas em elevação das taxas pelo Fed (Federal Reserve), o Banco Central americano. O cenário elevou o rendimento dos títulos do Tesouro americano, atraindo recursos internacionais para o país e fortaleceu o dólar antes outras divisas, incluindo o real brasileiro.
O principal ponto de atenção para o mercado americano é a repercussão dos dados de inflação e seus possíveis efeitos sobre as expectativas para a política monetária do Fed. Fernando Saad Benati, estrategista global da Avenue Gestora de Recursos
Política segue influenciando posições de agentes financeiros nos mercados. Pesquisas divulgadas nesta semana por Datafolha e Quaest mostraram empate técnico entre o Presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A dúvida sobre quem será o responsável pela política econômica a partir de 2027 mantém a cautela no mercado.
A disputa presidencial segue como principal fator de volatilidade para os ativos brasileiros. Esses levantamentos recentes apontaram uma disputa equilibrada, reforçando a incerteza sobre o desfecho eleitoral. As propostas econômicas apresentadas durante a campanha também ganharam relevância. Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora
Investidores reagem à prévia do PIB (Produto Interno Bruto). O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) cresceu 0,3% em agosto de 2026 em relação a julho de 2026, na série com ajuste sazonal, com variações de -1,8% na agropecuária, 0,9% na indústria e 0,2% em serviços. Nos últimos 12 meses, o indicador avançou 1,6%.
Considerando o trimestre encerrado em agosto, a atividade caiu 0,6%, e em 12 meses o crescimento está em apenas 1,6%. Se essa perda de força continuar nos próximos indicadores, o IBC-Br pode reforçar a leitura de que há espaço para cortes da Selic, embora o mercado ainda precise avaliar esse sinal em conjunto com inflação, expectativas e cenário fiscal. André Matos, CEO da MA7 Capital
No exterior, Bolsas globais sobem com petróleo em queda e alívio com ações de tecnologia. Os principais mercados acionários têm viés positivo no encerramento desta semana, com cenário marcado pela leve queda do preço do petróleo e as avaliações mais otimistas a respeito do avanço da IA (Inteligência Artificial).
Alta do preço do petróleo volta a alimentar aversão a risco no exterior. Após oscilar com variações negativas mais cedo, às 13h30, os contratos do Brent, referência internacional para o combustível, com entregas previstas para dezembro, subiam 2,8%, para US$ 108,90.
Ibovespa busca reação após três quedas seguidas. O principal índice da Bolsa brasileira subia 0,17% às 13h45, marcando 204.699 pontos. Ontem, o indicador encerrou o dia em baixa de 1,06%, em 204.324 pontos e volume financeiro foi de R$ 24 bilhões. Na semana, o indicador acumulava baixa de 2,7% até ontem.
O desempenho do Ibovespa nesta manhã reflete um mercado que tenta equilibrar dados econômicos com a expectativa de maior volatilidade técnica. O principal índice da bolsa brasileira iniciou as negociações praticamente estável em relação ao fechamento anterior e ensaiando uma leve recuperação. Um dos principais fatores a influenciar esse movimento inicial foi a divulgação do IBC-Br, a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que veio em linha com as projeções dos analistas e trouxe um certo alívio. Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad
Casas Bahia pagará R$ 7,5 mil a 4,4 mil trabalhadores demitidos em agosto. A Justiça do Trabalho homologou ontem o acordo em Brasília após demissões em massa no Grupo Casas Bahia, que atravessa recuperação judicial. Futuras demissões coletivas exigem aviso prévio às entidades sindicais. A empresa deverá comunicar os cortes com antecedência mínima de 72 horas, sob pena de multa de R$ 1.000 por trabalhador afetado, até o limite de R$ 1 milhão. Ações da empresas subiram 1,8% ontem na B3, a R$ 1,11.
UBS elevou Petz/Cobasi para compra. Os analistas do bancos aumentaram o preço-alvo para R$ 6,50, uma revisão de 73%. Em relatório divulgado ontem, o UBS afirma que a integração das duas redes deve trazer economias, melhorar a rentabilidade e sustentar o crescimento da companhia, mesmo em um cenário mais difícil para o consumo. As ações da empresas fecharam ontem a R$ 5,01.
Ações de varejo reagem à mudança na lei trabalhista. Segundo analistas, companhias com maior capacidade de investimento e reorganização tendem a enfrentar melhor a redução da jornada, enquanto negócios com margens apertadas podem sofrer mais para manter suas operações. Ontem na Bolsa, empresas ligadas ao consumo recuaram: Vamos (VAMO3) perdeu 4,27%, Magazine Luiza (MGLU3) caiu 4,24% e C&A (CEAB3) recuou 4,18%.
Lavvi Empreendimentos Imobiliários tem queda de 14% nas vendas do terceiro trimestre ante igual período do ano passado. Já os lançamentos cresceram 48%, segundo prévia operacional. Ações da empresa caíram 4,1% ontem, a R$ 14,49.
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