O diretor executivo do Deutsche Bank, Christian Sewing, disse que os resultados de eleições estaduais recentes na Alemanha preocupam investidores estrangeiros.
O que aconteceu
Christian Sewing afirmou que vitórias de partidos de extremos políticos podem afastar capital externo do país. Ele disse ao jornal Bild que o avanço dessas forças representa um risco para a Alemanha e "não deve ser minimizado".
Sewing disse que investidores de fora tendem a enxergar o quadro político como um sinal do país inteiro, e não só de governos regionais. "Não se pode esperar que um investidor estrangeiro faça imediatamente uma distinção entre um governo estadual e a Alemanha como um todo", afirmou.
O executivo citou o desempenho da AfD (Alternativa para a Alemanha), partido que defende restringir a imigração e devolver requerentes de asilo aos países de origem. A legenda teve algumas de suas maiores vitórias no leste da Alemanha no mês passado.
Na Saxônia-Anhalt, a AfD ficou perto de conquistar maioria absoluta no Parlamento estadual e, duas semanas depois, terminou em primeiro lugar em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. O texto relata que a AfD é classificada por serviços de segurança como extremista em algumas regiões.
Sewing também citou a vitória do partido Esquerda em Berlim e a promessa de expropriar patrimônios de empresas imobiliárias. "Seja na Saxônia-Anhalt com a AfD ou o que está acontecendo aqui em Berlim, isso está longe de ser propício ao crescimento econômico. E está longe de ser favorável aos investimentos", disse.
Pressão por reformas para reanimar a economia
O chefe do Deutsche Bank disse que economistas acusam a AfD de estimular um ambiente que afasta trabalhadores qualificados e investidores estrangeiros. Ele citou a necessidade de mão de obra e capital externo para o país.
Sewing pediu que o governo do chanceler Friedrich Merz mantenha a agenda de reformas para reanimar a economia alemã. "Essa é a única resposta que temos aos extremistas de extrema-direita e de extrema-esquerda neste país", declarou.
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