O Ibovespa, índice das ações mais negociadas na Bolsa do Brasil B3, subiu na tarde desta quinta-feira (1º), mantendo momento positivo que elevou o indicador em 5% no mês passado. No mercado de câmbio, o dólar firmou viés de alta ante o real, fechando o primeiro dia do mês a R$ 5,220, com ajustes dos investidores na reta final da disputa eleitoral, no Brasil, e alta do petróleo no exterior.
O que você precisa saber
Dólar iniciou outubro com viés de alta ante real. Subindo desde a abertura hoje, a moeda americana terminou o dia cotada no comercial para venda a R$ 5,220, variação de 0,89% ante fechamento de quarta-feira (30), quando a divisa recuou 0,81%.
Aqui dentro, a reta final da eleição deixa o mercado mais sensível. Lá fora, o ambiente também ficou mais pressionado. Os juros americanos longos continuam em níveis elevados, o petróleo voltou a subir e o dólar ganhou força. Gustavo Danilo, especialista em renda fixa da Manchester Investimentos
Após oscilar entre R$ 5,09 e R$ 5,22, dólar fechou setembro praticamente no mesmo patamar com que abriu o mês. A flutuação foi influenciada pelo aumento dos juros nos Estados Unidos e alta do preço do petróleo, no exterior, e corte da taxa básica Selic e apostas na corrida presidencial, no Brasil. No ano, divisa ainda apura queda de 5,8% ante real.
Na Bolsa, investidores ajustam posições após ganhos de setembro. O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3, tem um pregão de oscilações. Depois de subir 0,6% às 10h46 e recuar 0,8% no fim da manhã, o indicador fechou o pregão com alta de 0,46%, marcando 187.197 pontos.
Ibovespa alcançou o quinto ganho mensal em setembro. O indicador encerrou o mês passado com variação positiva de 5%, elevando a 15,7% a alta neste ano. Em 12 meses, a valorização é de 27,4%.
O terceiro trimestre foi marcado por uma forte disputa entre fatores positivos e negativos para os ativos brasileiros. A expectativa de queda dos juros e a melhora de alguns indicadores de inflação ajudaram a Bolsa e os juros futuros, enquanto o cenário fiscal e eleitoral trouxe volatilidade. Marcos Bassani, sócio da Boa Brasil Capital
Petróleo e eleições
No exterior, petróleo sustenta viés de alta e impacta Bolsas. O contrato futuro com entrega para dezembro para o barril do tipo Brent, referência do ativo mais negociada, subiu 4,37%, para US$ 102,31.
Agentes de mercado reagem negativamente à decisão da China de suspender exportações de derivados de petróleo. Para analistas, a decisão pode agravar a escassez de oferta em nível global. O fornecimento da commodity a partir do Oriente Médio segue reduzido em meio ao impasse entre representantes de Estados Unidos e Irã para pôr fim ao conflito que dura sete meses.
No ambiente doméstico, atenções se voltam para a reta final da corrida eleitoral. Hoje e amanhã os agentes de mercados fazem ajustes finais antes do primeiro turno das eleições gerais no Brasil.
A Bolsa entrou em outubro mais sensível aos dados que serão divulgados e às sinalizações econômicas. A trajetória da dívida pública, os próximos números de inflação, o comportamento dos Treasuries americanos e a evolução do cenário eleitoral devem definir se o movimento de setembro foi apenas uma recuperação pontual ou o início de uma tendência mais consistente. Até o fim das eleições, a volatilidade tende a permanecer elevada. Fábio Murad, Consultor da Wiser Asset
Petrobras recebeu R$ 1 bilhão em novas parcelas de subvenção de combustíveis. Mais três parcelas relativas aos Programas de Subvenção Econômica da gasolina e do diesel foram repassados à petroleira, elevando o total recebido pela companhia a R$ 13,3 bilhões. Ontem, as ações PN (preferenciais a dividendos) subiam 1,57% no fim da tarde, a R$ 49,89, perto da máxima histórica, de R$ 50,43, batido em 15 de setembro.
Justiça do Rio aprova plano de recuperação judicial da OSX. Com isso, vale a versão do plano aprovada na assembleia de credores do dia 24 de agosto de 2026. Companhia, que vive hoje do aluguel de uma área no Porto de Açu, registrou R$ 43,8 milhões em receita operacional líquida, alta de 11,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Ontem, suas ações subiram 4,2% no fim da tarde, a R$ 1,25, mantendo o valor no pregão de hoje.
Assaí tem sinal verde do Cade para negócio com fundos. A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou sem restrições a aquisição de ações do Grupo Assaí pelos fundos Snapper Rocks e WHG Apache, da família Muffato. A aquisição, via bolsa de valores, envolve ações ordinárias representativas de cerca de 12,0134% do capital social do Grupo Sendas, que atua no segmento de atacado de autosserviço (ou cash and carry) por meio da bandeira Assaí. Ações da rede de atacado subiam 1,37% no fim da tarde, a R$ 11,08.
Paranapanema concluiu acordo com credores que extinguiu R$ 3,94 bilhões de uma dívida total de R$ 4,27 bilhões. Grupo que atua na fundição e no refino de cobre primário e na produção de semimanufaturados de cobre e suas ligas, tinha entrado em recuperação judicial em novembro de 2022, teve vencimento antecipado da dívida em abril de 2024, e, em outubro de 2025, a Cargill entrou com ação de execução das garantias. Ações da companhia caíam 7,32% no fim da tarde, a R$ 0,38.
Embraer propõe incorporar subsidiária GPX para cortar custos. GPX, sem atividades operacionais desde 2019, é uma subsidiária integral voltada a atividades do setor aeronáutico, como comércio de peças e equipamentos, importação e exportação de componentes, manutenção de aeronaves e serviços de engenharia e treinamento. Ações da Embraer caíam 1,05% no fim da tarde, a R$ 96,29.
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