A Gol projeta crescimento de 11% na oferta de voos na alta temporada, entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027, em comparação com o mesmo período do ano passado. A empresa tem o mercado argentino como um dos seus focos de expansão. A companhia aérea projeta operar 50 mil voos, o que representaria 4.000 assentos a mais.
"Há crescimento para o Norte, Nordeste e também para o Rio de Janeiro, nosso maior hub. Este deve crescer aproximadamente 15% na alta temporada. O Rio é importante como destino e nunca deixou de ser. Mas, para nós, é muito importante também como hub: quando coloco mais voos lá, trago mais gente para o Rio e conecto mais pessoas a partir dele", afirma Danilo Barbizan, diretor de vendas da Gol, em conversa com a coluna no estande da aérea na ABAV Expo, feira de agente de viagens.
Os destinos mais procurados estão no Nordeste (Salvador, Fortaleza e João Pessoa), e Barbizam diz que o crescimento se deve também aos argentinos, que passaram a ver a região como alternativa mais barata ao Caribe. A Gol passou a oferecer viagens diretas a partir de outras cidades argentinas, além de Buenos Aires. Córdoba e Rosário já estão em operação. A próxima será Salta.
A Gol vai operar ainda um voo entre Assunção e Florianópolis (outro destino preferido pelos argentinos), do fim de dezembro até depois do Carnaval. A rota atende aos paraguaios, mas também ao norte da Argentina.
"A situação econômica da Argentina poderia ser um limitador, mas é um mercado que oferece muitas alternativas. É possível pagar em dólar, pagar em peso e, desde há cerca de um ano, pode-se parcelar", completa Barbizan.
Assim como as demais aéreas, a Gol tenta, diante da crise geopolítica no Oriente Médio e da alta do querosene de aviação, equilibrar os preços sem sufocar a demanda por viagens. O combustível responde por até 35% do custo das empresas do setor.
"Acompanhamos semana a semana o impacto do querosene e quanto conseguimos repassar para a tarifa. Mas o nosso negócio é de demanda. No final, quem decide se o preço sobe ou não é o consumidor, que compra ou não compra. O mercado brasileiro é resiliente, mas chega um momento em que o passageiro repensa o custo, que talvez não caiba na viagem que ele pretende fazer. Essa equação funciona hoje; se nada mudar, daqui a seis meses talvez seja diferente", constata.
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