Os analistas do mercado financeiro reduziram, pela quarta semana seguida, a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2026, mostra atualização do Relatório Focus divulgada hoje. No entanto, as estimativas para a inflação de 2027 e 2028 foram elevadas.
O que aconteceu
Mercado financeiro prevê inflação em 5,12% no fim deste ano. O percentual corresponde à quarta queda consecutiva das previsões para o IPCA acumulado nos 12 meses finalizados em dezembro. Há quatro semanas, a projeção sinalizava alta de 5,33% do índice oficial de preços. Para os preços administrados, a exemplo dos combustíveis e das contas de luz, a previsão segue em 5%.
Previsão ainda indica a inflação acima do teto da meta. Apesar dos recuos recentes, o índice deve fechar o ano acima do intervalo estabelecido pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o índice oficial de inflação, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual — ou seja, entre 1,5% e 4,5%.
Expectativas do mercado para a inflação de 2027 e 2028 sobem. Para o ano que vem, as projeções apontam para alta de 4,22% do preços, ante variação de 4,20% esperada na semana passada. Já para 2028, as estimativas avançaram pela segunda semana consecutiva, de 3,78% para 3,80%.
Perspectivas de inflação para este mês e o próximo recuam. O mercado financeiro reduziu de 0,26% para 0,20% a expectativa de inflação para este mês de julho. Já para agosto, as projeções apontam para uma deflação de 0,14%, guiada pelo abatimento do chamado "Bônus de Itaipu" sobre as contas de luz.
Relatório mantém previsão para a taxa Selic em todos os anos. As expectativas mostram que a taxa básica de juros deve cair 0,25 ponto percentual neste ano, dos atuais 14,25% ao ano para 14% ao ano, assim como nas últimas quatro semanas. As projeções para 2027, 2028 e 2029 mostram a taxa em 12%, 10,5% e 10% ao ano, respectivamente.
Selic é a principal ferramenta de política monetária contra a inflação. A elevação dos juros é utilizada como alternativa para limitar o consumo e, consequentemente, conter a alta do IPCA. Por outro lado, quando a Selic recua, ela estimula o consumo e os tendem a subir devido à demanda maior por bens e serviços.
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