Impressionante como, sem que se conheça o teor da eventual Medida Provisória do governo sobre o mercado de apostas, já haja tantas opiniões definitivas sobre a questão.
A começar pelo patético manifesto dos clubes. Sem mais comentários.
É um tal de decretar, sem saber, o fim imediato da propaganda das bets nas camisas e, como resultado, se associar ao alarmismo da cartolagem despudorada.
Assim foi, também, quando, em 2004, os bingos foram proibidos.
Ou quando, um ano antes, o Estatuto do Torcedor foi aprovado e os cartolas disseram ser impossível numerar os estádios e botar ambulâncias em dias de jogo.
Ameaçaram até com lockout, paralisação patronal, a chamada greve dos patrões.
O Estatuto entrou em vigor, os bingos desapareceram e o futebol seguiu adiante, mal gerido, em regra, antes, durante e depois das medidas.
Melhor fariam os cartolas se procurassem saber o que está em gestação, o que deve ser imediato e o que terá prazo, o que será proibido e o que será mais bem regulamentado.
Histeria é que não levará a nada, alarmismo muito menos e chantagem, então, será enorme gol contra.
Finalmente, pensa errado quem acha que Lula perderá votos caso aja contra o mercado de apostas.
Ao contrário, todas as pesquisas indicam que a medida teria aprovação na casa dos 90%.
Algo precisa ser feito, mas sem intençâo eleitoral, e com a consciência de que o que precisa ser corrigido deve levar em conta a responsabilidade pretérita de quem regulamentou a jogatina.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL
Deixe seu comentário
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.