Em recuperação judicial, a Marabraz pediu à Justiça de São Paulo proteção de 180 dias contra cobranças de credores e a liberação de recursos bloqueados.
O que aconteceu
Grupo Marabraz apresentou uma emenda ao pedido de recuperação judicial. Empresa solicita a suspensão de ações de cobrança por 180 dias, período conhecido como "stay period", previsto na legislação para negociações com credores.
Varejista também pediu a liberação de recursos financeiros bloqueados. A Marabraz demanda ainda a manutenção de serviços considerados essenciais à operação e a garantia de acesso a imóveis retomados por locadores.
Segundo a empresa, as medidas são necessárias para preservar as atividades do grupo. Objetivo é garantir, durante o processo de reestruturação financeira, a condução das negociações com credores.
Recuperação judicial
Lojas Marabraz, uma das redes de móveis e eletrodomésticos mais conhecidas do Estado de São Paulo, originária de uma família libanesa que iniciou seu negócio em 1950, protocolou ontem pedido de recuperação judicial. De acordo com petição encaminhada à 3ª Vara de falências e Recuperações Judiciais do Estado de São Paulo pelo escritório Campana Pacca, o pedido foi feito em caráter de urgência e envolve dívidas da ordem de R$ 140 milhões.
Para além dos efeitos da alta persistente dos juros, os problemas da Marabraz derivam ainda de disputas societárias e familiares. A petição afirma que, historicamente, a família captava recursos junto ao mercado financeiro para expansão e exercício de suas atividades, intensa em capital de giro, dando em garantia ativos, especialmente imobiliários.
Rede Marabraz chegou a ter 135 lojas distribuídas pela Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista, Vale do Paraíba e interior do Estado. Outros fatores que contribuíram para a sua crise e que atingiu vários varejistas do mesmo segmento são a retração do consumo e aumento da inadimplência e as transformações decorrentes da digitalização do comércio.
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