A atividade da Otan no Ártico representa uma ameaça direta à segurança da Rússia, afirma o chanceler russo, Sergei Lavrov, em artigo publicado pelo Ministério das Relações Exteriores do país. A informação foi divulgada pelo Jerusalem Post.
O que aconteceu
Lavrov critica exercícios militares da Otan no extremo norte e afirma que eles elevam o risco de confronto armado. "Essa atividade militar no extremo norte representa ameaças diretas à segurança da Rússia. Os riscos de incidentes que podem desencadear um confronto armado, com consequências potencialmente catastróficas, estão aumentando", disse.
A Otan lançou a missão Arctic Sentry para reforçar sua presença na região. A iniciativa evidencia a atenção maior da aliança ao Ártico em meio às tensões com Moscou e à defesa do presidente dos EUA, Donald Trump, pela aquisição da Groenlândia.
Moscou já havia protestado contra a missão e classifica as manobras militares da Otan como agressivas. O governo russo também rejeita acusações de que represente uma ameaça à aliança.
Disputa militar na região
A Rússia mantém a maior presença e a infraestrutura militar mais ampla do Ártico. Sua frota na região inclui submarinos com armas nucleares.
O país considera o Ártico uma área de interesse e desenvolve uma rota marítima para se conectar a nações asiáticas. A China ampliou suas atividades na região rica em minerais, principalmente em parceria com Moscou.
A Noruega expandiu uma brigada militar criada recentemente e sediada no Ártico. A medida é mais um reforço da presença defensiva de um país da Otan após a guerra iniciada pela Rússia na Ucrânia, em 2022.
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