Ao golear o Vasco, o Flamengo abriu três pontos de vantagem novamente sobre o Palmeiras. Longe de ser uma garantia de título, mas ltem uma frente na corrida pelo Brasileiro.
Mais do que isso, o time tem jogado bem no Nacional e com resultados.
Sim, é certo que foi mal nas eliminatórias finais da Libertadores diante do Estudiantes e caiu em uma disputa de pênaltis, daquelas que poderia ir para um lado ou outro. Lembre-se que os dois finalistas estão lá em decisões por pênaltis que poderiam ter ido para qualquer um dos dois lados.
Só que no Brasileiro recuperou-se de um início claudicante (com Filipe Luís) para se tornar o melhor ataque (por oito gols de vantagem) e segunda melhor defesa (por três gols de diferença).
Levantamento do Sofascore, antes do clássico, já mostrava que ele tinha melhor desempenho do que Filipe Luís (técnico histórico do rubro-negro). Eram 72,1% de aproveitamento contra 70,6%, segundo números do Sofascore. E Jardim quase não jogou Estaduais - fora duas finais contra o Fluminense.
Não está se dizendo aqui que o português não tenha lá seus erros. Demora para substituir, não acertou a estratégia nos jogos físicos contra o Estudiantes, capengou na volta da Copa a ponto de necessitar de um chacoalhão interno.
Seu trabalho, no entanto, mostrou evolução durante o ano. De atuações em trasnições, meio aleatórias e de pouco controle, tornou-se um time bem seguro. E a média de gols sofridos é de 0,72, pouco superior aos 0,67 da instransponível defesa de Filipe Luís.
O ataque é mais eficiente. E cria mais chances de gol mesmo não tendo jogado dois Estaduais, repita-se. Pelo sofascore, são 3,3 grandes chances contra 2,6 na época de Filipe. A média de gols é levemente maior.
Diante do Vasco, o time teve um adversário que se qualificou, um jogo brigado e soube se superar.
Um Samuel Lino brilhante em todo o jogo - e que só se viu desta forma com Jardim - estraçalhou o jogo. Fez dois gols e criou a jogada do segundo com Pedro. É provável que Lino seja hoje o melhor jogador do Brasileiro, com uma grande ajudinha de Jadim.
Durante o clássico, o Flamengo certamente jogou em determinados momentos em transição no segundo tempo. como não é sua característica. Mas é uma exceção se considerarmos o que tem ocorrido no segundo semestre quando o time é claramente dominante a maior parte dos jogos.
Filipe Luís merece enorme respeito, não só por sua história de jogador como de técnico estudioso, metódico e de carreira precoce e brilhante.
Mas o ranço de parte da mídia e da torcida com a sua demissão certamente está nublando a análise sobre o trabalho de Jardim.
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