As projeções de boca de urna foram concretizadas após o término das eleições em Israel e o bloco do premiê Benjamin Netanyahu perdeu a maioria das 120 cadeiras do Parlamento.
Como ficou a divisão de cadeiras
Ao todo, 11 partidos ganharam cadeiras para o Knesset, mas eles estão divididos em três blocos diferentes. Um deles apoia Benjamin Netanyahu, atual primeiro-ministro, outro se posiciona contra Netanyahu e outro concentra duas legendas de partidos árabes, que não se aliaram a nenhum dos lados até o momento.
Bloco de Netanyahu, que governava com 68 cadeiras até este ano, só conseguiu 53 assentos nestas eleições. A derrota aponta que, para seguir governando, ele vai precisar fazer coalizões com opositores, o que parece improvável.
O bloco contrário a Netanyahu, liderado por Gadi Eisenkot, tem 48 cadeiras. Outros três partidos não quebraram a cláusula de barreira e não conseguiram cadeiras no parlamento.
Bloco árabe teve o melhor desempenho da história, com 19 cadeiras. O recorde anterior do bloco nas eleições aconteceu em 2020, quando eles tiveram 15 assentos. Na composição atual do parlamento, os partidos árabes somavam apenas 10 cadeiras.
O comparecimento às urnas foi o maior desde 1999, com 77,9% dos eleitores votando. Ao todo, 5.716.665 votos foram contabilizados, segundo a Comissão Eleitoral do país.
O que acontece agora
Formação do novo governo pode levar meses. Agora, o presidente do país, Isaac Herzog, deve conversar com os líderes dos blocos partidários e chamar aquele que tem mais chances de formar um governo para que ele forme uma coalizão.
O escolhido pelo presidente para formar o novo governo não é necessariamente aquele que teve mais votos. A pessoa escolhida terá 28 dias para fazer uma aliança, em um prazo que pode ser adiado por mais duas semanas.
Caso negociação não funcione, Herzog pode indicar outro parlamentar, que terá mais 28 dias para tentar formar uma coalizão. O líder do segundo bloco mais votado é Gadi Eisenkot, do partido Yashar. Enquanto isso, Netanyahu seguirá como premiê interino do país.
Se nenhum bloco conseguir formar a maioria, é possível que um governo minoritário assuma o poder, sendo apoiado por outros blocos que não sejam necessariamente parte do governo. Sem a maioria na casa legislativa, porém, o governo que assumir vai precisar negociar constantemente a aprovação de leis e projetos.
Sem acordos para formar nem mesmo um governo minoritário, novas eleições podem ser convocadas. O presidente de Israel, Herzog, já pediu que as partes fizessem "todo o possível" para evitar novas eleições.
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