A Bolovo passou os últimos 20 anos contando histórias. Agora, quer transformar essa habilidade em negócio. A marca de roupas, que nasceu como uma produtora audiovisual e construiu uma comunidade em torno de viagens, esporte, criatividade e cultura, acaba de colocar de pé o Go Out Studios, nova frente dedicada a projetos especiais e parcerias estratégicas com outras marcas.
A primeira grande experiência do estúdio foi justamente uma história difícil de ignorar: para comemorar os 20 anos da empresa, 51 funcionários e colaboradores viajaram para Ushuaia, na Argentina, em uma expedição de cinco dias batizada de "Bolovo no fim do mundo".
O projeto levou cerca de um ano para ser planejado e reuniu oito marcas parceiras: Nomad, Ford, Jovi, Bauducco, Vans, Cynar/Grupo Campari, Baer-Mate/Better Drinks-Heineken e GoPro.
O 'fim do mundo' como primeiro teste
A viagem, porém, não foi apenas uma ação de aniversário. Foi também uma espécie de prova de conceito para o novo negócio.
As oito marcas parceiras foram incorporadas à experiência de acordo com necessidades reais da viagem, em áreas como mobilidade, alimentação, produtos e registro audiovisual. A produção gerou conteúdos para Instagram, YouTube, TikTok e e-mails, além das entregas específicas para os parceiros.
Entre os próximos materiais que serão entregues, estão episódios do formato proprietário 'Go Out' para o YouTube, um filme institucional em 16mm e um comercial para a Jovi, marca chinesa de celulares, que será veiculado na televisão.
Também estão em andamento outros projetos do estúdio, incluindo uma campanha para Cynar e uma parceria contínua com a Ford Brasil.
A ideia do Go Out Studios é transformar em oferta comercial algo que a Bolovo já fazia organicamente: criar conteúdo, mobilizar sua comunidade, desenvolver conceitos e ajudar marcas a contar histórias dentro de territórios que façam sentido para seu público. Fazemos collabs com muitas marcas. Mas, às vezes, entregava o planejamento estratégico e a parte criativa inteira. Agora, chegou a hora de irmos além disso.Deco Neves, fundador da Bolovo
A marca que nasceu de uma produtora
A dúvida sobre 'o que é' a Bolovo não é nova. A empresa começou como um grupo de amigos que produzia vídeos, em uma época anterior ao YouTube e outras redes sociais. O primeiro CNPJ veio quando o grupo passou a trabalhar na MTV. Ao mesmo tempo, os amigos vendiam camisetas com a marca Bolovo para financiar aquele universo de vídeos e viagens, além de apoiar alguns atletas.
A roupa acabou se tornando o negócio principal. A decisão também foi uma forma de preservar a liberdade criativa: em vez de transformar a produção audiovisual em prestação de serviço para outras empresas, a Bolovo criou uma marca capaz de financiar as próprias ideias.
De collab a parceria de negócio
A Bolovo acumulou, ao longo dos anos, colaborações com marcas como Havana, Fila, Lagunitas e Rider. Nesses projetos, conta Deco, os parceiros começaram a procurar não apenas a roupa, mas também o jeito Bolovo de contar histórias.
A proposta é que uma marca não procure a Bolovo apenas para lançar uma coleção. O projeto deve começar antes, com a discussão sobre o que aquela marca precisa, qual território faz sentido para ela e como isso pode ser conectado à comunidade da Bolovo.Deco Neves
Nesse modelo, o estúdio pode reunir diferentes ferramentas que a Bolovo já possui: conteúdo, mídia, influenciadores, merchandising, produto, lojas, CRM e uma base de clientes ativa. "A Bolovo tem a ferramenta de ter roupa, a Bolovo tem loja, a Bolovo tem CRM, a Bolovo tem clientes ativos. A gente, agora, quer forjar parcerias sinérgicas entre marcas", afirma Deco.
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