A Nasa, a agência espacial norte-americana, ganhou um novo avião que será usado para treinamento de astronautas e teste de equipamentos usados em missões espaciais. Batizado popularmente de "Cometa Vômito", o avião, um Boeing 737-700, servirá à Diretoria de Missões Espaciais Tripuladas no Centro de Pesquisa de Voo Armstrong da agência, na Califórnia, e no Centro Espacial Johnson, em Houston.
Nele, serão feitos testes para validar os trajes lunares dos astronautas e os sistemas de tripulação associados à missão Artemis, que tem como objetivo levar o homem novamente ao solo lunar nos próximos anos.
A aeronave ainda está sendo preparada e recebeu a nova pintura da Nasa no começo de agosto.
O 'Cometa vômito'
O avião tem a finalidade de simular a gravidade zero ou a microgravidade, como é encontrado no espaço e na Lua. Para isso, ele precisa voar em parábolas, subindo em um ângulo de 45° e, depois, fazendo um mergulho com o nariz (ponta dianteira) inclinado também 45° em direção ao solo.
Durante a subida, a força da gravidade pode ser até duas vezes maior do que a da superfície da Terra. Quando chega ao ápice da parábola, a sensação é de gravidade zero, e é possível "flutuar" dentro da aeronave.
No modelo antigo de avião, cada um desses ciclos de voo durava cerca de 65 segundos, mas a gravidade zero só ocorria durante 25 segundos, sendo necessário recomeçar a operação. Em um único voo, são feitas dezenas de parábolas como parte do treinamento de missões espaciais.
Sensação ruim?
Em um avião comercial normal, os pilotos evitam situações que causam enjoos nos passageiros. E, caso eles se sintam mal, as companhias aéreas disponibilizam os famosos saquinhos de vômito para seus clientes.
Já no "Cometa Vômito", as pessoas a bordo passam por situações que causam enjoo. Isso é um efeito esperado devido à maneira como ele voa.
Um exemplar antigo desse avião da Nasa também foi usado em gravação para o cinema. O longa "Apollo 13 - Do Desastre ao Triunfo" (Universal Pictures, 1995), estrelado por Tom Hanks, Kevin Bacon e Bill Paxton, teve suas cenas gravadas a bordo do "Cometa Vômito".
A Nasa colaborou emprestando o avião para a produção gravar as cenas. Foram centenas de tomadas feitas, já que a duração da gravidade zero era muito curta.
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