O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), não autorizou a visita dos filhos Carlos, Flávio e Jair Renan ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) neste domingo, Dia dos Pais.
O que aconteceu
Defesa havia argumentado finalidade familiar. No pedido ao Supremo, advogados de Bolsonaro afirmaram que o pedido, excepcional, tinha finalidade estritamente "humanitária e familiar".
Despacho publicado hoje citou suspensão de visitas para fins políticos por 30 dias. Moraes citou a decisão de 17 de julho, em que vetou visitas "político-eleitorais" até as eleições de outubro. "Julgo prejudicado o pedido, uma vez que, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e de advogados, as demais visitas estão suspensas", escreveu Moraes.
Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro tem atuado como porta-voz do pai. A suspensão das visitas ocorreu após o senador divulgar nas redes sociais uma carta do ex-presidente, na qual o designava como principal porta-voz nas eleições deste ano. Uma das restrições impostas pelo STF a Bolsonaro é o uso de redes sociais, inclusive por meio de terceiros.
Flávio falou publicamente sobre a decisão de Moraes. "Tiraram a liberdade dele. Agora querem tirar até o direito de um pai abraçar seus filhos. Isso tem dia e hora para acabar!", publicou em uma rede social.
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