O presidente Lula precisa evitar um bate-boca com o presidente argentino Javier Milei e deixar a resposta mais dura para um ministro, avaliou a colunista Letícia Casado no UOL News, do Canal UOL.
A fala ocorreu após o ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamar o presidente argentino de "palhaço", em reação a críticas de Milei ao governo Lula e a ataques ao ministro Alexandre de Moraes.
Chamar o presidente de 'palhaço' talvez não seja uma postura muito adequada para um ministro, só que ele pode falar isso. É melhor que isso saia da boca dele do que da do Lula. Além de ser chefe de governo, Lula precisa baixar a temperatura e colocar panos quentes.
Lula não pode falar esse tipo de coisa, ou pelo menos não vai ser nem um pouco apropriado para ele descer o nível e começar num xingamento, um bate-boca. Letícia Casado
Para Casado, Durigan "vai defender o governo porque ele faz parte do governo", e tem razão ao apontar problemas da economia argentina ao comparar os dois países.
A Argentina segue com um problema muito sério em sua saúde econômica. Então o ministro Darío vai defender o governo porque ele faz parte dele. Mas ele tem um ponto quando ele fala da economia da Argentina. Letícia Casado
Ela disse que o presidente argentino, ao criticar autoridades brasileiras "de maneira agressiva, em baixo nível", abre um problema diplomático e expõe também empresários argentinos, já que o comércio com o Brasil é a principal fonte comercial do país vizinho.
O Milei, ao vir aqui e ao fazer esse tipo de crítica dessa maneira agressiva, em baixo nível, abre um problema para os empresários da Argentina, inclusive, porque o comércio bilateral entre Brasil e Argentina é a principal fonte comercial dos argentinos. Letícia Casado
Casado avaliou que, por isso, Lula precisa se afastar desse tipo de confronto e atuar para reduzir a temperatura da crise, enquanto integrantes do governo fazem a linha de frente do embate político.
O que ele [Zema] tem sempre dito é que ele tem um adversário, que é o Lula. Todos os outros são concorrentes, mas o nosso adversário evidentemente é o Lula. Ele não quer também transformar uma ou duas críticas que havia feito no passado em uma narrativa ou um repertório único e exclusivo de comunicação. Até porque o governador Zema tem muito a apresentar à sociedade. Eduardo Ribeiro, presidente do Novo
Estamos vendo as relações internacionais e o mundo se redesenhando à nossa frente com a morte das instituições multilaterais que congregavam o interesse de todo mundo. Já que está imposta a lei do mais forte, de quem tem bomba, de quem xinga e de quem taxa, os outros países vão dando um jeito e se reorganizando. No longo prazo, isso reduz a importância relativa dos EUA no cenário internacional porque a comunidade internacional vai procurar quem é mais confiável e justo. Leonardo Sakamoto
A turma do Flávio Bolsonaro começa a falar no nome da Priscila Costa aos 45 do segundo tempo. Jogar esse nome agora, a essa altura, depois de tudo o que aconteceu, é uma tentativa de dar um prêmio de consolação para Michelle Bolsonaro e um sinal de desespero da equipe do Flávio. Letícia Casado
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