A Porto Seguro S.A. registrou lucro líquido recorrente de R$ 888,6 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 1,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Destaques do trimestre
A receita total da companhia, que soma de prêmios retidos com as demais receitas, somou R$ 10,90 bilhões no trimestre. O desempenho representa um crescimento de 10,4% sobre o segundo trimestre de 2025. Segundo a companhia, excluindo o efeito de uma mudança no método de diferimento de receitas e custos do Consórcio, a receita teria avançado 11% no período, para R$ 11 bilhões.
O lucro operacional recuou 5,3% na comparação anual, para R$ 1.095,5 milhões. Mesmo com o crescimento da receita, o ganho cedeu como reflexo do avanço das despesas administrativas (+6,3%, para R$ 1.165,7 milhões) e, principalmente, do salto de 66,7% nas perdas de crédito, que passaram de R$ 520,2 milhões para R$ 867,2 milhões. Já o EBIT (lucro antes de juros e impostos) somou R$ 1.471,8 milhões, queda de 3,3%.
Resultado financeiro cresceu 3% a R$ 387 milhões no trimestre. A receita da carteira de aplicações financeiras geridas pela tesouraria foi de R$ 475 milhões, ou cerca de 90% do CDI. Os resultados no triemstre foram impactados majoritariamente pela alocação em renda variável, apesar da melhor performance quando comparado ao Ibovespa.
Rentabilidade diminui no trimestre. O Roae consolidado, que mede o retorno sobre o patrimônio líquido médio da companhia, ficou em 22,1% no trimestre, 2,5 pontos percentuais abaixo do segundo trimestre de 2025, mas ainda acima do patamar de 20% pelo oitavo trimestre consecutivo, segundo a companhia.
O resultado do grupo Porto Seguro mostra a atuação do grupo em diferentes atividades. O desempenho reflete a estratégia de diversificação de receitas.
Porto Seguro, de seguros, teve lucro líquido de R$ 455,8 milhões (+4,9%), sobre receita de R$ 5,89 bilhões (+8,5%). O Roae chegou a 32,9% (+1,8 p.p.), acima de 30% pelo quinto trimestre seguido. O índice que mede o quanto a operação gasta com sinistros, comissões e despesas em relação aos prêmios melhorou 0,2 ponto percentual, para 88,9%.
Porto Saúde teve lucro líquido de R$ 143,9 milhões, alta de 36,4%, com receita de R$ 2,34 bilhões (+14,4%). O Roae avançou 1,6 p.p., para 24,0%. A base de beneficiários do seguro-saúde chegou a 904 mil vidas, 153 mil a mais que no 2T25, com sinistralidade de 76,9% (melhora de 0,4 p.p.).
Porto Bank foi a única vertical com queda de lucro no trimestre. O ganho de R$ 137,8 milhões representa recuo de 32,5%. A receita cresceu 12,6%, para R$ 1,87 bilhão. A carteira de crédito encerrou o período em R$ 23,5 bilhões (+12,1%). Por outro lado, o índice de eficiência da vertical melhorou 4,0 p.p., para 25,4%.
Porto Serviço teve lucro líquido de R$ 50,2 milhões (+11,2%). A receita subiu 5,6% a R$ 659 milhões (+5,6%). O Ebitda, que mede a geração de caixa operacional, antes de juros, impostos, depreciação e amortização, atingiu R$ 95,2 milhões, queda de 6,2%.
CEO do grupo destacou modelo de negócios diversificado da companhia. Segundo Paulo Kakinoff, a estratégia permite manter a rentabilidade em diferentes ciclos de mercado mesmo com o desempenho mais fraco de uma das verticais.
Mantivemos o foco em estruturação e ampliação das parcerias estratégicas, ultrapassando 70 parceiros no total, reforçando o nosso objetivo de promover mais diversificação nos ramos de atuação. Paulo Kaki noff, CEO do Grupo Porto
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