O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, buscará o apoio de Nasser Al-Khelaifi, dono do PSG e presidente da Associação de Clubes Europeus (ECA), para um boicote ao Mundial de Clubes de 2029. As informações são da rádio inglesa talkSPORT.
O que aconteceu
Ceferin planeja se encontrar com Nasser Al-Khelaifi na disputa da Supercopa da Uefa, que acontece no dia 12 de agosto. A partida será entre o PSG, campeão da Champions League, e o Aston Villa, campeão da Europa League.
O presidente da Uefa quer que a Associação de Clubes Europeus (ECA) boicote o Mundial de Clubes de 2029 — Nasser Al-Khelaifi é presidente da ECA. Para isso, todo o bloco — formado por mais de 800 times — teria que aderir ao movimento.
A Uefa está em pé de guerra com a Fifa desde que a entidade máxima tentou implantar o Fifa Forward Enterprise (FFE), uma proposta de venda das ações da entidade. A FFE acabou boicotada por diversas federações — incluindo a Uefa — e Infantino afirmou que a ideia não seguirá adiante.
A tentativa de implementar a FFE ruiu as relações entre Fifa e Uefa. Desde então, Infantino passou a enfrentar grande resistência dentro até da própria Fifa.
O Mundial de Clubes de 2029 ainda segue incerto. Embora a primeira edição no ano passado tenha tido sucesso, diversos clubes reclamaram de mais uma competição com o calendário apertado. A sede da próxima edição ainda não foi confirmada.
Em meio à incerteza, o presidente da Uefa quer que ECA declare publicamente que não vai colaborar com a Fifa enquanto Infantino for o mandatário. A entidade europeia também está se mobilizando para que Infantino renuncie ao cargo.
Entenda a proposta de Infantino
A Fifa havia confirmado na terça-feira (28) que Infantino queria criar uma subsidiária avaliada em 20 bilhões de dólares (R$ 102,3 bilhões). A empresa, que recebeu o nome de Fifa Forward Enterprise, teria até 20% de sua participação acionária vendida a terceiros, por um valor estimado de 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,4 bilhões).
A proposta previa concentrar direitos comerciais e a operação de eventos — entre eles, a Copa do Mundo — na empresa controlada pela própria Fifa. A ideia era reunir mais receitas como patrocínios, direitos de transmissão e licenciamento, mantendo a organização de competições sob responsabilidade da entidade máxima do futebol, de acordo com nota divulgada nesta semana.
O plano também vinha sendo discutido sob pressão de outras instituições. A Uefa anunciou boicote a torneios da Fifa após a divulgação da proposta, e a entidade global afirmou que a criação da empresa só ocorreria se fosse aprovada pela maioria das 211 associações-membro.
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