A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fez uma reunião com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na tarde de hoje para discutir, entre outros temas, sua candidatura ao Senado.
Michelle é a grande aposta do partido para uma das vagas pelo Distrito Federal. Até o momento, no entanto, ela não confirmou publicamente sua decisão sobre se vai participar da corrida eleitoral neste ano. Segundo Valdemar, é Bolsonaro quem vai decidir.
Ela é vista também como um ativo valioso para puxar votos para outros candidatos do PL, em especial junto ao eleitorado de mulheres e evangélicos.
A convenção do diretório do PL no Distrito Federal está marcada para este domingo. A expectativa é que Michelle anuncie sua candidatura oficialmente no evento.
Isso também ajuda a eleição de Celina Leão (Progressistas), que ocupava a vice de Ibaneis Rocha (MDB) e agora está à frente do governo do DF.
Celina e Michelle são amigas próximas. Pela composição da aliança, a outra vaga ao Senado será disputada pela deputada Bia Kicis (PL).
Apoio a Flávio Bolsonaro
Na reunião, Valdemar também deve conversar com Michelle sobre a postura dela durante a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
Ele é o principal articulador da paz entre enteado e madrasta, tendo, inclusive, atuado para que as equipes de ambos escrevessem o texto lido por Flávio no vídeo em que ele pediu desculpas a Michelle.
Apesar das declarações do enteado, a ex-primeira-dama não foi à convenção nacional do PL, que oficializou a candidatura de Flávio à Presidência, no último sábado, em São Paulo.
A campanha de Flávio encara sucessivas crises desde maio, quando veio a público a revelação de que ele pediu dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme "Dark Horse". Michelle se manteve em silêncio sobre o tema e não saiu em defesa do enteado quando foi questionada por jornalistas sobre o assunto.
Semanas depois, em 24 de junho, Michelle divulgou um vídeo no qual afirma que Flávio a maltratou durante as tratativas para a formação do palanque no Ceará. O episódio aprofundou os problemas da campanha do presidenciável, que enfrenta dificuldades para subir nas pesquisas de intenção de votos —em especial junto ao eleitorado feminino.
Ainda que Michelle e Flávio tenham uma relação complicada há anos, o PL planejava incluir a figura da ex-primeira-dama em um "pacote completo" durante a campanha presidencial. Até o momento, no entanto, esta possibilidade é considerada impraticável.
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