O Corinthians ainda não confirmou a gravidade da lesão de Yuri Alberto.
Mas basta lembrar a imagem do atacante deixando o gramado aos prantos para imaginar que dificilmente se trata de algo simples.
E, se a preocupação realmente se confirmar, o Timão terá perdido justamente um dos jogadores mais importantes de seu elenco.
Sim, eu sei que parte da torcida gosta de ridicularizar Yuri Alberto pelos gols que perde.
E é verdade que ele desperdiça oportunidades que, muitas vezes, parecem imperdíveis.
Mas também é preciso reconhecer uma qualidade que poucos atacantes possuem.
Yuri é extremamente veloz, inteligente e se movimenta como poucos.
É justamente essa leitura de jogo que faz com que ele apareça tantas vezes em condições de finalizar.
Se fosse um exímio finalizador, provavelmente não estaria jogando no futebol brasileiro.
Estaria vestindo a camisa de um Real Madrid, de um Barcelona ou de outro gigante europeu.
E é por isso que, neste momento, o Corinthians não pode se dar ao luxo de abrir mão de Memphis Depay.
Por mais contraditória que essa frase possa soar...
O clube vive um transfer ban, está impedido de contratar reforços e, caso Yuri realmente fique um longo período afastado, perderá sua principal referência ofensiva.
Nesse cenário, Memphis passa a ser ainda mais importante.
Além da qualidade técnica, o holandês pode perfeitamente atuar como camisa 9, função que já desempenhou diversas vezes defendendo a seleção da Holanda.
Fernando Diniz ganha uma alternativa interessante sem precisar reinventar completamente o setor ofensivo.
E há outro detalhe que também pesa.
Memphis é um jogador que impõe respeito.
Mesmo quando não vive sua melhor fase, sua simples presença altera a dinâmica de uma partida.
Por isso, renovar seu contrato deixou de ser apenas uma oportunidade de mercado.
Passou a ser uma necessidade.
E termino com uma opinião que certamente dividirá muitos corintianos.
Para mim, Memphis Depay já pode, sim, ser considerado um ídolo do Corinthians.
Não apenas pelos títulos conquistados, mas pela identificação criada com a torcida, pela personalidade, pela liderança e pelo tamanho da influência que exerce quando está em campo.
Num momento tão delicado, em que o Corinthians perde seu principal atacante e sequer pode buscar reposição no mercado, manter Memphis virou obrigação da diretoria alvinegra.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL
Deixe seu comentário
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.