Empresa quer rescisão sem multa por proibição de apostas; clube rejeita pedido e tenta negociar solução
A Esportes da Sorte notificou o Corinthians no início da semana com pedido de rescisão do contrato de patrocínio máster, sem pagamento de multa. O clube rejeitou a proposta e abriu negociação com a empresa para chegar a uma solução. O contrato foi renovado em fevereiro de 2026 e tem validade até dezembro de 2029, com valor de R$ 150 milhões fixos por ano.
O vínculo está suspenso desde 6 de outubro, quando uma Medida Provisória editada pelo governo federal proibiu cassinos virtuais e casas de apostas de operar no Brasil. O Corinthians entende que o contrato deve permanecer suspenso até a resolução política do tema, segundo informações do ge.
A MP ainda precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias. Se não for votada nesse prazo, perde validade. O clube considera que, enquanto a questão política não for definida, o contrato segue suspenso e não pode ser rescindido sem multa.
A diretoria corintiana entende que, em caso de rescisão, a Esportes da Sorte deve arcar com penalidade contratual. A empresa, por sua vez, quer encerrar o vínculo sem pagar multa. Os departamentos jurídicos das duas partes conversam para encontrar uma solução.
Desde a suspensão do contrato com a Esportes da Sorte, o Corinthians exibiu na camisa a marca da empresa de inteligência artificial Jota por uma partida. Em seguida, passou a estampar o logotipo do site de compras Shopee, em acordo válido até o fim de 2026.