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G1 G1 Economia há 94 d • 30/07/2026 20:37

BNDES aprova crédito de R$ 8 bilhões para Azul, Gol, Latam e Abaeté

BNDES aprova crédito de R$ 8 bilhões para Azul, Gol, Latam e Abaeté

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta quinta-feira (30) uma linha de crédito de até R$ 8 bilhões para reforçar as despesas de quatro companhias aéreas que operam voos domésticos no Brasil: Azul, Abaeté, Gol e Latam.

Os recursos, provenientes do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), poderão ser utilizados até dezembro de 2026.

A medida busca dar investimento rápido às empresas diante da forte alta nos custos do combustível de aviação, que quase dobrou entre abril e maio deste ano em consequência da escalada da guerra no Oriente Médio. A linha de financiamento é destinada às empresas de transporte aéreo regular doméstico.

Os financiamentos terão taxa de juros fixa de 4% ao ano, definida pelo Comitê Gestor do FNAC (CGFNAC), e prazo de até 60 meses para pagamento.

"São companhias que já foram fortemente impactadas pelos efeitos da pandemia e que agora enfrentam o aumento de custo no combustível de aviação devido à guerra no Oriente Médio", afirmou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé França, disse que a iniciativa fortalece a sustentabilidade financeira das companhias. Já o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Juliano Noman, afirmou que o apoio é compatível com a relevância do setor para a economia.

Por que o combustível do avião está tão caro?

O custo do combustível de aviação disparou no primeiro semestre desse ano devido à escalada da guerra no Oriente Médio.

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã elevou as cotações internacionais do petróleo, em meio ao temor de interrupções na oferta global da commodity, especialmente por causa dos riscos ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de transporte de petróleo do mundo.

Como o preço do querosene de aviação (QAV) acompanha as oscilações do petróleo, a Petrobras reajustou o combustível em mais de 50% em abril. Embora tenha reduzido o preço em 14,2% em junho, o QAV ainda acumulava alta de 54,5% no ano, pressionando os custos das companhias aéreas.

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Fonte da Notícia: G1 Economia
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