É tão tentador quanto impossível tentar imaginar cenários que não aconteceram em um esporte tão complexo quanto a Fórmula 1. Kimi Antonelli é considerado um fora de série desde o kart e, como qual, teve as condições para se desenvolver rapidamente e atingir o nível que deixou a categoria boquiaberta para vencer seu primeiro — e ninguém duvida que este é somente o primeiro — campeonato na categoria aos 20 anos, na primeira vez em que teve a chance de chegar lá.
E essa história só é possível pelo talento dele e de quem o cerca.
O próprio Lewis Hamilton, sofrendo com erros de execução da Ferrari fim de semana sim, outro também, fez questão de salientar semana passada, em Austin, quando Antonelli teve sua primeira chance de ser campeão: a equipe que trabalha com ele é muito forte. Ele sabe bem, afinal, Antonelli herdou o seu lado da garagem.
A principal peça ali é Peter Bonnington, o Bono, engenheiro de pista. Ele esteve com Hamilton por toda a carreira do inglês na Mercedes e agora é o elo de ligação dentre Antonelli e o time. E é notável como ele consegue se adaptar para se comunicar e entender exatamente do que o italiano precisa.
É uma equipe de multicampeões que viu o talento de Kimi e acreditou nele, mesmo nos momentos difíceis de 2025. É uma equipe que a Audi ainda não formou.
Então, nada mais justo que dizer que Kimi Antonelli não seria o piloto que vimos nesta temporada se estivesse na Audi.
Esse foi um dos temas que surgiram após o GP da Cidade do México, que foi quente também os bastidores com Esteban Ocon e que foi palco de uma excelente performance de Gabriel Bortoleto, que voltou a pontuar mesmo praticamente não tendo andado nos treinos livres.
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