Os irmãos Rodrigo Nogueira, o Minotauro, e Rogério Nogueira, o Minotouro, sócios da Minotauro Energy Drink, contaram, no Divã de CNPJ, do Canal UOL, como entraram no mercado de energéticos.
Segundo Rodrigo, a aproximação começou em 2007, quando uma marca de açaí passou a colocar imagens de atletas em latas de bebidas. O ex-lutador afirma que os produtos estampados com os irmãos estavam entre os mais vendidos e que eles foram convidados para participar de um projeto no ano seguinte.
Em 2007, um cara tinha uma marca de açaí e começou a fazer as latas, botar a cara dos atletas nas latas. Ele viu o licenciamento de todos os campeões na época e a nossa latinha era a que vendia mais. Em 2008 ele chamou a gente para esse projeto, só que não entramos porque a TNT nos chamou. Em 2011 acabou o nosso contrato de três anos.Rodrigo Nogueira
Depois do fim do contrato, Rodrigo conta que os irmãos voltaram a ser procurados para participar de um projeto de energético. A ideia, segundo ele, foi desenvolver um produto voltado à performance.
Ele chamou a gente e falou: 'Vamos fazer um projeto juntos, vamos fazer um energético com a gente.' E aí é energético performance. (...) A gente segue o mesmo padrão dos dois grandes que têm no mercado.Rodrigo Nogueira
Rogério revela que a estratégia também passa por manter um padrão de produto, em vez de disputar mercado apenas pelo menor preço.
O cara cresce com o energético barato, então ele cresce pelo preço ali. (...) O nosso é manter um padrão. (...) É no centavo, você tem que trabalhar a sua margem. A gente fica sempre de olho em lata, em preço.Rogério Nogueira
Sobre formulação de produtos, Rogério afirma que todos os sabores da linha, com exceção do clássico, são zero açúcar. "Só o tradicional, que é o clássico, que tem 50% de açúcar. Todos os outros sabores agora são zero", diz.
Na operação, Rogério explica que a empresa trabalha com distribuidoras e representantes locais e busca presença em grandes redes para aumentar o volume de vendas. Segundo ele, embora esses clientes pressionem as margens, a escala permite negociar custos menores de produção.
Quando você abre essas grandes redes, (...) começa a dar volume para conseguir, na fábrica, boas negociações com a lata mais barata. Então é bom entrar nas grandes redes, no atacado. O cara te espreme um pouquinho mais da sua margem, mas ele te dá o volume que você precisa para baixar sua produção.Rogério Nogueira
Além da linha de energéticos, os empresários dizem que estão ampliando a atuação para o mercado de proteínas. Rodrigo explica que estão trabalhando em um energético com 15 gramas de proteína, ainda não lançado, em um isotônico proteico e com o Beef Protein.
Divã de CNPJ no UOL
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