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Uma das óperas mais famosas do mundo está de volta ao Rio de Janeiro. Turandot, última obra de Giacomo Puccini, retorna ao palco do Theatro Municipal em novembro, após 24 anos de ausência, celebrando o centenário de sua estreia mundial, realizada em 25 de abril de 1926, no Teatro alla Scala, em Milão.
A produção tem concepção e direção cênica de André Heller-Lopes, responsável pela montagem apresentada no Theatro Municipal de São Paulo em 2018, e direção musical do maestro argentino Carlos Vieu, à frente do Coro e da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O espetáculo conta ainda com a participação especial do Coro Infantil da UFRJ. No elenco, Eiko Senda e Tatiana Carlos se alternam no papel da princesa Turandot, enquanto Andrés Presno e Enrique Bravo interpretam Calaf. Ludmilla Bauerfeldt e Ligia Ishitani se revezam como Liù.
Ambientada numa China lendária, a ópera acompanha uma princesa que submete seus pretendentes a três enigmas mortais. Quem não consegue resolvê-los é condenado à morte. Entre as passagens mais famosas está a ária Nessun dorma, um dos maiores sucessos de toda a história da música clássica.
Inacabada quando Puccini morreu, em 1924, a obra teve seu final completado por Franco Alfano. Na estreia mundial, o maestro Arturo Toscanini interrompeu a apresentação no ponto em que terminava a música originalmente escrita pelo compositor, num dos episódios mais célebres da história da ópera.
Para André Heller-Lopes, a personagem central não é apenas uma princesa cruel e inacessível, mas uma mulher que se protege dos traumas do passado e deseja assumir o controle do próprio destino.
Com patrocínio oficial da Petrobras, Turandot estreia em 13 de novembro, com apresentações também nos dias 14, 17, 18, 20 e 21. As récitas acontecem às 19h, exceto no dia 17, quando haverá sessão especial às 14h, pelo Projeto Escola Arte Educação Petrobras.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL