Dados da Receita Federal foram divulgados nesta quinta-feira (30); em junho, arrecadação do governo também foi a maior da história para o mês
A arrecadação de tributos do governo federal bateu mais um recorde ao somar R$ 1,6 trilhão no primeiro semestre, segundo dados da Receita Federal divulgados nesta quinta-feira (30).
O resultado representa um crescimento real - descontada a inflação - de 6,63% em comparação ao primeiro semestre de 2025, recorde até então.
A arrecadação federal também bateu recorde na análise mensa: em junho, totalizou R$ 264,4 bilhões. É um aumento real de 7,72% em relação ao mesmo mês de 2025.
De acordo com o Fisco, o resultado pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e pelos desempenhos das arrecadações do PIS/Cofins, do IRRF-Rendimentos do Capital, e do IRPJ e da CSLL.
O crescimento da arrecadação federal também foi influenciado pela extração de petróleo, que em junho totalizou R$ 15,4 bilhões. No primeiro semestre, o governo arrecadou R$ 66,1 bilhões. Segundo o Fisco, o aumento expressivo na arrecadação do petróleo no período tem relação principalmente com a mudança de CNAE da Petrobras neste ano.
Em junho, a arrecadação com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) alcançou R$ 8,4 bilhões. No acumulado do ano, a arrecadação federal com o imposto subiu 30,4% em comparação ao primeiro semestre de 2025. Esse desempenho decorre, principalmente, de alterações legislativas implementadas em junho de 2025.
No mês passado, o valor arrecadado a partir das receitas administradas pela Receita Federal foi de R$ 255,3 bilhões. O resultado representa um acréscimo real de 7,66%.
O ano passado foi marcado por sucessivos recordes arrecadatórios mensais.
Ao longo de 2025, o governo federal subiu a alíquota sobre diversos impostos para fechar as contas públicas. Entre os destaques, estão mudanças no IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras), na tributação de bets e fintechs, sendo as últimas chanceladas pelo Congresso Nacional.