A decisão de Islam Makhachev em não liderar o card do UFC 336 para aguardar uma definição clara do próximo desafiante nos meio-médios (77 kg) segue gerando repercussão no mundo do MMA. Enquanto o campeão linear recebeu críticas do presidente Dana White e de rivais da divisão, Henry Cejudo adotou um tom oposto e saiu em defesa da postura do russo.
Durante apresentação em seu podcast 'Pound4Pound', o ex-campeão peso-mosca (57 kg) e peso-galo (61 kg) da organização argumentou que a exigência de Makhachev em ver uma eliminação direta entre os principais postulantes ao título é uma postura compreensível e estratégica para um detentor do cinturão. Por conta disso, o norte-americano concordou com a decisão do russo, que, segundo rumores, enfrentaria o brasileiro Carlos Prates.
"Eu estava pensando a mesma coisa. Se eu fosse o Islam, eu pensaria: 'Cara, por que esses caras não lutam entre si? Deixe-me lutar contra os melhores também'. Ele já disse isso antes: 'Por que esses caras não lutam entre si?'. Então, isso já era premeditado pelo Islam desde o início, se você pensar bem. Eu concordo com o Islam. Como campeão, você quer que os principais desafiantes lutem entre si", analisou.
Elogios ao duelo entre Carlos Prates e Michael Morales
A recusa de Makhachev em atuar no dia 30 de janeiro, no Canadá, resultou no casamento do confronto entre Carlos Prates e Michael Morales no 'co-main event' do UFC 336, valendo o cinturão interino até 77 kg. Para 'Triple C', a montagem dessa disputa acabou sendo a melhor solução para a categoria no momento. O ex-lutador destacou a dimensão do combate entre os dois astros sul-americanos.
"Pessoalmente, eu gosto disso ainda mais do que qualquer um deles lutando contra o Islam, porque agora temos a chance de ver quem vai lutar contra o Islam Makhachev. Michael Morales vs Carlos Prates, isso é grande, isso é um evento principal por si só. Isso é um evento principal de pay-per-view. Com certeza", concluiu.
Com o duelo interino confirmado para janeiro no Canadá, o vencedor entre Prates e Morales garantirá o passaporte para medir forças com Makhachev na disputa de unificação do título dos meio-médios. E o confronto conta com a afirmação de Cejudo de que o combate possui apelo e peso suficientes para encabeçar uma edição numerada de grande porte da organização por méritos próprios.
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