As Bolsas de Valores globais apresentam rumos distintos com as atenções altistas voltadas para o setor de IA (Inteligência Artificial), enquanto o mercado aguarda pela divulgação dos balanços da Alphabet e da Microsoft e as decisões sobre os juros nos Estados Unidos e na Europa.
O que está acontecendo
Na abertura, índices acionários de Wall Street têm leve viés positivo. Por volta das 10h30 (horário de Brasília), na Bolsa de Nova York (Nyse), o Dow Jones, formado pelas ações das grandes empresas e dos bancos, subia 0,09% a 52.426 pontos e o S&P 500 ganhava 0,13% a 7.732 pontos. Na Bolsa eletrônica, o Nasdaq variava mais 0,11%, a 26.507 pontos.
Na agenda do dia, mercados aguardam mudança nos juros dos Estados Unidos. O Fed (Federal Reserve), Banco Central americano, realiza hoje o encontro de política monetária para definir a taxa de referência da economia do país. Cerca de 90% dos investidores apostam na manutenção da faixa atual, de 3,75% a 4% ao ano, depois da alta de 0,25 ponto percentual em setembro.
O mercado praticamente já considera certa a manutenção das taxas de juros na faixa de 3,75% a 4% ao ano. Como essa decisão está praticamente precificada, o principal ponto de atenção será a comunicação do banco central americano, especialmente durante a entrevista coletiva de Kevin Warsh após o anúncio. Fernando Saad Benati, estrategista global da Avenue
No pregão de ontem (27), os principais mercados de Nova York avançaram. O Nasdaq subiu 1,05%, aos 26.477,8 pontos, e puxou os ganhos da sessão. A alta generalizada também foi refletida em menor intensidade no S&P 500, que subiu 0,6%, para 7.722,60 pontos. Já o Dow Jones teve alta moderada de 0,03%, aos 52.377,57 pontos.
Europa e Ásia
Na Europa, o cenário das bolsas é de ligeira queda pela manhã. O índice pan-europeu Stoxx 600 caía 0,13%, pressionado pelos resultados do setor bancário e pela cautela do mercado financeiro. Por volta das 10h45 (horário de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,06%, o CAC de Paris ganhava 0,18% e o DAX de Frankfurt variava mais 0,42%. O MIB de Milão subia 0,29%, mas o IBEX de Madri tinha queda de 0,93%, pressionado pelas ações do Santander.
O desempenho dos bancos europeus dividiu o mercado de ações. As ações do Deutsche Bank subiam 3,2% após superarem as projeções, enquanto os papéis do Santander recuavam 3,6% devido a lucros abaixo do esperado.
Na Ásia, otimismo com a inteligência artificial impulsionou as bolsas asiáticas. O movimento positivo ocorreu antes da divulgação dos balanços de grandes empresas de tecnologia, como Alphabet e Microsoft. O índice Kospi, da Coreia do Sul, liderou os ganhos na região ao subir 6,63%. O avanço foi puxado pela fabricante de chips SK Hynix, que disparou 10,9% após registrar lucro operacional recorde de US$ 62,8 bilhões (83,3 trilhões de won).
Outras praças da Ásia também registraram valorização no pregão. O índice Nikkei subiu 1,08% em Tóquio, o Taiex avançou 2,04% em Taiwan, o Hang Seng teve alta de 0,23% em Hong Kong e o índice Xangai Composite subiu 0,91% na China.
No exterior, o petróleo avança. O contrato futuro com vencimento em janeiro para o barril do Brent subia 1,8% às 10h50 (horário de Brasília), cotado a US$ 111,34. O foco dos investidores se volta aos riscos à oferta e impasse nas negociações para encerrar a guerra no Oriente Médio.
Mediadores do Catar apresentaram ao Irã uma nova proposta para encerrar o conflito contra EUA e Israel. O plano prevê um cronograma de sete dias, com medidas diárias de construção de confiança para atender às preocupações de Teerã e Washington. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o Irã deve responder até o fim da semana, e a implementação pode começar no início da próxima, com vários países atuando como fiadores do acordo.
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