Fachada da sede do Mercado Bitcoin
Editor do Future of Money
Publicado em 27 de outubro de 2026 às 18h35.
A corretora de criptomoedas brasileira, Mercado Bitcoin (MB), protocolou nesta terça-feira, 27, o pedido de licença junto ao Banco Central para se tornar uma prestadora de serviços de ativos virtuais (PSAV) regulada pela autoridade monetária.
Pela regulamentação publicada pelo BC no ano passado, toda empresa que opera com criptoativos no país terá que pedir autorização até esta sexta-feira, 30, para poder continuar operando no Brasil. Quem não conseguir ser autorizado como PSAV perderá o direito de operar e será considerado uma instituição irregular pelas autoridades brasileiras.
"Investimos desde cedo em tecnologia, segurança e governança, e a regulação confirma o caminho que escolhemos. Agora o foco é ampliar a presença no mercado e consolidar o MB como a principal porta de entrada para pessoas, empresas e instituições que buscam soluções financeiras baseadas em ativos digitais”, afirmou em nota Roberto Dagnoni, CEO e Chairman do Mercado Bitcoin.
Se for aprovada como PSAV, o MB vai somar a licença à que já possui de instituição de pagamento. Além disso, a companhia também comprou no começo do ano a corretora do Banco Mercantil.
Ao longo do ano, o MB absorveu as bases de clientes de duas corretoras: a mexicana, Bitso, e a também brasileira, Bity. A Bitso encerrou as operações voltadas a clientes finais no Brasil e passou a focar no segmento empresarial, enquanto a Bity migrou seus 850 mil usuários para o MB.
Perto do fim do prazo, já pediram licença de PSAV no Brasil: Mercado Bitcoin, Ripio, Binance, OKX, Bybit, Crown, Brasil Bitcoin (suspensa por decisão judicial), Transfero, Mazzera, PFPay, Masterpay, W Brasil Comércio, Onda Finance e Wynx Exchange.
Há uma série de outras empresas que devem pedir também em breve, como Avenia, Coinbase, Foxbit e Lumx, além dos bancos, que também vão operar com cripto. Bradesco, BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME) e Itaú estão entre as instituições financeiras que já possuem áreas dedicadas a ativos digitais em suas operações.
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