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UOL Economia há 93 d • Qui, 30 Jul 2026 09:01:35 -0300

Desemprego cai para 5,4% no 2º trimestre, mínima histórica para o período

Desemprego cai para 5,4% no 2º trimestre, mínima histórica para o período

A taxa de desemprego no Brasil voltou a cair e fechou o segundo trimestre em 5,4%, mostram dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O percentual corresponde ao menor patamar de toda a série histórica da pesquisa apurada desde 2012, para o período.

Como ficou o desemprego

Desemprego atingia 5,4% dos brasileiros entre abril e junho. O resultado apurado pela Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) é levemente inferior à taxa do período encerrado em maio (5,6%). Ainda assim, a taxa permanece acima do nível alcançado ao final do ano passado (5,1%), período que marca o menor desemprego de toda a série.

Percentual equivale à mínima histórica para um segundo trimestre. Com o leve recuo, o volume de desocupados é inferior ao registrado no mesmo período do ano passado (5,8%) e, consequentemente, o mais baixo de toda a série do indicador, iniciada em 2012, para o trimestre entre abril e junho.

Cerca de 5,86 milhões de brasileiros procuram trabalho no país. O total dos que buscam uma colocação sem sucesso recuou 10,9% (718 mil pessoas a menos) na comparação com o primeiro trimestre e também representa o menor volume da série histórica para o período encerrado em junho. No segundo trimestre do ano passado, 6,25 milhões buscavam uma colocação profissional no mercado.

População ocupada cresce para 103,1 milhões de profissionais. O saldo de trabalhadores ativos aumentou 1,1% em relação aos primeiros três meses deste ano. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o indicador mostra o ingresso de 742 mil pessoas no mercado de trabalho.

Empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada têm estabilidade. A formalidade nas atividades atinge 39,4 milhões de trabalhadores no segundo trimestre, percentual semelhante ao dos primeiros três meses deste ano. O mesmo cenário é observado na comparação com o trimestre de abril a junho de 2025.

Trabalhadores informais crescem para 13,6 milhões no segundo trimestre. O número equivale a um aumento de 288 mil pessoas (2,2%) sem carteira assinada em ocupações no setor privado. Em relação ao mesmo período de 2025, o total equivale a uma estabilidade, segundo o IBGE.

Salários perdem nível recorde

Remuneração média dos trabalhadores recua para R$ 3.722. O salário médio habitual dos trabalhadores no Brasil aparece abaixo do registrado no primeiro trimestre (R$ 3.795). Ainda assim, o rendimento supera em 2,8% o resultado do trimestre encerrado no mesmo período de 2025 (R$ 3.635).

Massa de rendimento médio real sobe para R$ 380,9 bilhões. Com a evolução dos salários, a soma das remunerações de todos os trabalhadores subiu 3,6% (mais R$ 13,2 bilhões) em um ano.

O que é a Pnad Contínua

Divulgado desde 2012, o estudo do IBGE abrange todo o território nacional. Em suas coletas, a pesquisa avalia indicadores relacionados à força de trabalho entre a população com 14 anos ou mais. O grupo é aquele que integra a população economicamente ativa do Brasil.

Indicadores utilizam as informações dos últimos três meses para a pesquisa. Assim, os dados produzidos mensalmente pela Pnad não refletem a situação de cada mês, mas o desempenho de cada trimestre móvel do ano. Os números atuais mostram como foi o mercado de trabalho nos meses de abril, maio e junho de 2026.

Taxa de desemprego é formada por quem está procurando uma colocação. O grupo é caracterizado por pessoas de dentro da força de trabalho que não estão trabalhando, mas estão disponíveis e tentam encontrar ocupação. O método utilizado pelo IBGE exclui do cálculo todos que estão fora da força de trabalho, como um estudante universitário que dedica seu tempo somente aos estudos ou uma dona de casa que não trabalha fora.

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Fonte da Notícia: UOL Economia
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